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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Policiais Militares do 18º Batalhão socorrem vitima de acidente

Publicado no site da Revista Bahia Acontece

Um jovem ainda não identificado caiu, nessa manhã de domingo (5) por volta das 10:00 horas, na água da fonte da Praça da Sé e foi prontamente socorrido por policiais militares do 18º batalhão do Centro Histórico de Salvador.

Embora a 1ªCia. do 18ºBatalhão de Polícia Militar esteja mantendo o policiamento ostensivo na região, o entorno – Baixa dos Sapateiros e Ladeira da Praça – têm sofrido com roubos, arrombamentos e vandalismo de marginais que se aproveitam do pouco policiamento nessas áreas, principalmente durante a noite.

Magda Kaufmann

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Salvador decepciona

Por Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com


Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.

A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.

Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pequenas diferenças - Salvador x Recife

Durante quatro dias participamos, Kath, Girnil e eu, do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação em Recife – INTERCOM 2011 – que aconteceu de 02 a 06 de setembro de 2011, na UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco. O evento ocorreu conforme esperado – foi um sucesso.

Recife foi um bálsamo. Descansamos muito do cotidiano e cansamos o corpo e a mente!

Em geral, as surpresas foram todas agradáveis durante a visita à capital pernambucana - melhor do que esperávamos. Andamos diariamente no calçadão de Boa Viagem. Assistimos diversas palestras e participamos de oficinas no congresso. Não nos esquecemos de fazer uma esticadinha ao Recife Antigo, no domingo à tarde, para conferir a feirinha de artesanato. Fomos a Olinda e estivemos no famoso castelo de Brennand para fechar a visitação à cidade.

Entre um trajeto e outro, observamos algumas diferenças entre Recife e Salvador que memorizei para compartilhar com você.

Transporte público:

  • O preço da passagem do ônibus é menor do que aqui em Salvador - R$ 2,00 e dia de domingo, pasmem, apenas R$ 1,00.
  • Em transporte público não entram vendedores ambulantes nem pedintes.

  • Raramente fomos abordados por alguém para vender alguma coisa, talvez uma ou duas vezes durante toda nossa visita.
  • Os usuários dos coletivos não utilizam nenhum tipo de som.
  • A frota dos coletivos é nova.

Orla:

  • A praia limpíssima e agradável, fora os tubarões, infelizmente.
  • Em compensação não identificamos "piranhas".
  • Andamos na orla a qualquer hora e nunca, fomos abordados por vendedores ou pedintes.
  • Verificamos que os moradores fazem uso de correntes de ouro e andam despreocupadamente no calçadão de Boa Viagem. Por que será?

Metrô de verdade e com muitos quilômetros:

  • Não deixamos de utilizar o metrô, claro, compensando nosso sentimento de vazio.
  • Valor da passagem R$ 1,50.

Populares não conseguiam entender nosso entusiasmo e observavam boquiabertos, nossos risos nervosos e quantidade de fotos que fizemos antes, durante e após o embarque. Também como entender as visões que acalentaram os soteropolitanos durante os últimos 12 anos, em que tentamos construir, sem sucesso, os nossos primeiros seis quilômetros de metrô?

terça-feira, 15 de junho de 2010

E nada mudou...

Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com

Quando o cantor Caetano Veloso divulgou, em rede nacional, crítica a atual situação de abandono em que se encontra o Centro Histórico de Salvador, o fato reacendeu o interesse da mídia pelo local, ícone do turismo do estado, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Em 2006, a ACOPELÔ – Associação dos Comerciantes do Centro Histórico – já havia protagonizado, na Câmara dos Vereadores da Cidade de Salvador, uma Sessão Especial, no intuito de chamar a atenção dos poderes públicos sobre os problemas enfrentados na região. Nessa sessão, comerciantes e moradores, munidos de documentação fotográfica, leram um texto de cinco laudas, nos quais descreviam a situação da área.

Apesar dos apelos, nenhuma providência foi tomada pelo poder público.

Ao assumir a Secretaria de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, declarou que o Centro Histórico, deveria se tornar um bairro como outro qualquer. Os moradores e comerciantes protestaram e tentaram dialogar, apontando para a importância cultural e econômica da região. O discurso e as ações do secretário Márcio Meirelles não mudaram. Os interlocutores que criticavam a visão do gestor eram e são ainda, colocadas como criticas de cunho político, lembra Lener, Presidente da Acopelô.

“Infelizmente o Centro Histórico foi relegado ao campo político, faltando o reconhecimento de sua importância cultural, social e econômica”, reclama Lener. As reclamações endereçadas ao governo atual foram sempre vistas como fatos políticos. Faltaram aos gestores o discernimento e a visão, para reconhecer a dimensão do assunto e ouvir os atores do Centro Histórico, que são os maiores conhecedores e interessados no desenvolvimento da região, de acordo com Lener.

“Gastaram-se muito com projetos, câmaras temáticas, encontros com convidados internacionais e, o mais importante, o que todos clamavam – segurança - não foi atendido”, conclui o Presidente da Acopelô.