Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
É fantástico. Somos um país perfeito, excepcional. Vocês não acreditam? Para confirmar basta assistir o horário gratuito de publicidades das próximas eleições. Nunca avançamos tanto na área da educação. Saúde então, coisa de primeiro mundo. No quesito segurança contamos com uma polícia equipada, treinada e bem remunerada. Quantidade mais do que suficiente de policiais para atender a população.
Vocês não concordam?
Como explicar então as pesquisas? Como explicar que o governo tem tão alto índice de aprovação? Onde estão os descontentes que não aparecem nas pesquisas? Por quê?
Somos Alice no País das Maravilhas! Mas o sonho acaba e algum dia vamos acordar. Não é possível viver eternamente dormindo em “berço esplêndido”.
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
E nada mudou...
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Quando o cantor Caetano Veloso divulgou, em rede nacional, crítica a atual situação de abandono em que se encontra o Centro Histórico de Salvador, o fato reacendeu o interesse da mídia pelo local, ícone do turismo do estado, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Em 2006, a ACOPELÔ – Associação dos Comerciantes do Centro Histórico – já havia protagonizado, na Câmara dos Vereadores da Cidade de Salvador, uma Sessão Especial, no intuito de chamar a atenção dos poderes públicos sobre os problemas enfrentados na região. Nessa sessão, comerciantes e moradores, munidos de documentação fotográfica, leram um texto de cinco laudas, nos quais descreviam a situação da área.
Apesar dos apelos, nenhuma providência foi tomada pelo poder público.
Ao assumir a Secretaria de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, declarou que o Centro Histórico, deveria se tornar um bairro como outro qualquer. Os moradores e comerciantes protestaram e tentaram dialogar, apontando para a importância cultural e econômica da região. O discurso e as ações do secretário Márcio Meirelles não mudaram. Os interlocutores que criticavam a visão do gestor eram e são ainda, colocadas como criticas de cunho político, lembra Lener, Presidente da Acopelô.
“Infelizmente o Centro Histórico foi relegado ao campo político, faltando o reconhecimento de sua importância cultural, social e econômica”, reclama Lener. As reclamações endereçadas ao governo atual foram sempre vistas como fatos políticos. Faltaram aos gestores o discernimento e a visão, para reconhecer a dimensão do assunto e ouvir os atores do Centro Histórico, que são os maiores conhecedores e interessados no desenvolvimento da região, de acordo com Lener.
“Gastaram-se muito com projetos, câmaras temáticas, encontros com convidados internacionais e, o mais importante, o que todos clamavam – segurança - não foi atendido”, conclui o Presidente da Acopelô.
magdakaufmann@hotmail.com
Quando o cantor Caetano Veloso divulgou, em rede nacional, crítica a atual situação de abandono em que se encontra o Centro Histórico de Salvador, o fato reacendeu o interesse da mídia pelo local, ícone do turismo do estado, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Em 2006, a ACOPELÔ – Associação dos Comerciantes do Centro Histórico – já havia protagonizado, na Câmara dos Vereadores da Cidade de Salvador, uma Sessão Especial, no intuito de chamar a atenção dos poderes públicos sobre os problemas enfrentados na região. Nessa sessão, comerciantes e moradores, munidos de documentação fotográfica, leram um texto de cinco laudas, nos quais descreviam a situação da área.
Apesar dos apelos, nenhuma providência foi tomada pelo poder público.
Ao assumir a Secretaria de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, declarou que o Centro Histórico, deveria se tornar um bairro como outro qualquer. Os moradores e comerciantes protestaram e tentaram dialogar, apontando para a importância cultural e econômica da região. O discurso e as ações do secretário Márcio Meirelles não mudaram. Os interlocutores que criticavam a visão do gestor eram e são ainda, colocadas como criticas de cunho político, lembra Lener, Presidente da Acopelô.
“Infelizmente o Centro Histórico foi relegado ao campo político, faltando o reconhecimento de sua importância cultural, social e econômica”, reclama Lener. As reclamações endereçadas ao governo atual foram sempre vistas como fatos políticos. Faltaram aos gestores o discernimento e a visão, para reconhecer a dimensão do assunto e ouvir os atores do Centro Histórico, que são os maiores conhecedores e interessados no desenvolvimento da região, de acordo com Lener.
“Gastaram-se muito com projetos, câmaras temáticas, encontros com convidados internacionais e, o mais importante, o que todos clamavam – segurança - não foi atendido”, conclui o Presidente da Acopelô.
Marcadores:
Acopelô,
câmaras temáticas,
Centro Histórico,
Pelourinho,
Salvador,
segurança
sábado, 1 de maio de 2010
Assaltado ? – A culpa é sua!
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Um colega foi assaltado por três indivíduos, armados com faca, às 22:15, ao sair da faculdade. Levaram dois livros da biblioteca da escola, diversas anotações, uma calculadora, pendrive, celular, canetas e caderno. Nenhuma novidade nessa ocorrência. Não é motivo de nota na mídia pois isso faz parte do dia a dia de Salvador e de outras cidades brasileiras.
Diariamente, centenas de pessoas são assaltadas a qualquer hora ou lugar e, é tão comum, que ninguém presta queixa em uma delegacia. Por outro lado, a falta de registro das ocorrências faz com que as estatísticas não apontem os números reais e o resultado são quantidades, digamos, aceitáveis de assaltos e a não localização dos locais com maior incidência de delitos.
Em contrapartida, somos bombardeados, diariamente, com diversos conselhos sobre como devemos nos comportar para evitar ser mais um no número das estatísticas policiais. As informações chegam por internet, mídia escrita ou televisiva, tipo:
• Não pare na sinaleira do lado do passeio;
• Ande com o vidro do carro fechado;
• Não se aproxime do seu carro se notar alguém estranho nas proximidades;
• Preste atenção se não está sendo seguido;
• Antes de abrir a porta de sua casa, veja se não tem algum estranho por perto;
• Use a bolsa ou mochila na sua frente e segure com firmeza;
• Não passe por ruas escuras;
• Não use celular na rua;
• Não ande distraído;
A lista não tem mais fim. Cresce a cada dia.
É mais fácil para o poder público tornar o cidadão comum paranóico, do que fornecer a segurança que lhe é garantida pela constituição brasileira. O medo e a desconfiança estão estampados no rosto das pessoas. Não temos mais direito em passear pelas ruas de forma despreocupada. Não podemos mais sair. Estamos prisioneiros de um sistema falido por falta de gestão.
E, como se tudo isso não bastasse, caso você seja assaltado e resolva prestar queixa, não se admire quando o policial que ouvir seu depoimento lhe perguntar: e o que você estava fazendo neste lugar, a esta hora? Ou seja, se você não estivesse lá, nada teria acontecido - a culpa é sua.
magdakaufmann@hotmail.com
Um colega foi assaltado por três indivíduos, armados com faca, às 22:15, ao sair da faculdade. Levaram dois livros da biblioteca da escola, diversas anotações, uma calculadora, pendrive, celular, canetas e caderno. Nenhuma novidade nessa ocorrência. Não é motivo de nota na mídia pois isso faz parte do dia a dia de Salvador e de outras cidades brasileiras.
Diariamente, centenas de pessoas são assaltadas a qualquer hora ou lugar e, é tão comum, que ninguém presta queixa em uma delegacia. Por outro lado, a falta de registro das ocorrências faz com que as estatísticas não apontem os números reais e o resultado são quantidades, digamos, aceitáveis de assaltos e a não localização dos locais com maior incidência de delitos.
Em contrapartida, somos bombardeados, diariamente, com diversos conselhos sobre como devemos nos comportar para evitar ser mais um no número das estatísticas policiais. As informações chegam por internet, mídia escrita ou televisiva, tipo:
• Não pare na sinaleira do lado do passeio;
• Ande com o vidro do carro fechado;
• Não se aproxime do seu carro se notar alguém estranho nas proximidades;
• Preste atenção se não está sendo seguido;
• Antes de abrir a porta de sua casa, veja se não tem algum estranho por perto;
• Use a bolsa ou mochila na sua frente e segure com firmeza;
• Não passe por ruas escuras;
• Não use celular na rua;
• Não ande distraído;
A lista não tem mais fim. Cresce a cada dia.
É mais fácil para o poder público tornar o cidadão comum paranóico, do que fornecer a segurança que lhe é garantida pela constituição brasileira. O medo e a desconfiança estão estampados no rosto das pessoas. Não temos mais direito em passear pelas ruas de forma despreocupada. Não podemos mais sair. Estamos prisioneiros de um sistema falido por falta de gestão.
E, como se tudo isso não bastasse, caso você seja assaltado e resolva prestar queixa, não se admire quando o policial que ouvir seu depoimento lhe perguntar: e o que você estava fazendo neste lugar, a esta hora? Ou seja, se você não estivesse lá, nada teria acontecido - a culpa é sua.
Marcadores:
assalto,
falta de gestão pública,
segurança,
violencia urbana
sexta-feira, 5 de março de 2010
Em defesa de Geni
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Geni, figura imortalizada na música de Chico Buarque de Holanda, de certa forma, me lembra a nossa Policia Militar.
Para evitar qualquer especulação, não sou militar, nunca fui, nem tenho parentes na polícia. Simplesmente acompanho com olhar crítico o trabalho, procuro me inteirar dos problemas enfrentados no dia a dia pelos policiais e leio as matérias veiculadas na mídia.
É um misto de revolta por certas atitudes de alguns integrantes da corporação e, o aplauso, pela atuação de muitos outros. Revolta quando temos notícias da truculência, do despreparo e de bandidos que se aproveitam do fardamento para efetuar crimes. Aplauso pela coragem, abnegação, respeito e educação de tantos outros que, geralmente, não são mencionados pela mídia e, portanto, não alcançam o reconhecimento popular.
Hoje, na Bahia, temos aproximadamente 30 mil integrantes da Policia Militar. Dentro desse número de pessoas, existem os bandidos e os mocinhos, em amostragem semelhante á própria população a que eles pertencem. Esses policiais são responsáveis pela segurança ostensiva, salvamentos de pessoas e animais, combate a incêndios, dentre outras atividades.
Nas ruas, a qualquer hora do dia ou, principalmente, altas horas da noite, se você procurar um integrante do poder público, certamente o único provável de ser visto, será um policial militar. É a ele que toda a população, ao enfrentar qualquer problema, se dirige e exige que seja tomada uma atitude.
Infelizmente, o que não atentamos é de como este cidadão fardado vem para as ruas sem um preparo adequado para atender a sociedade. A maioria das pessoas não sabe que um policial militar, aqui na Bahia, vem exercer sua função com apenas 6 a 9 meses de curso preparatório, enquanto que, em São Paulo, o tempo de treinamento é de 1 ano e nove meses. Atirar por exemplo, é algo difícil, de grande responsabilidade, mas, no entanto, o policial recebe uma arma e, na maioria das vezes, pasmem, sem ter efetuado um único tiro.
O que podemos esperar de uma corporação tão importante se nós não exigimos dos nossos governantes que a mesma seja tratada com a atenção necessária? Afinal, nossa segurança e, porque não dizer, nossas vidas estão nas mãos destes indivíduos.
Em vez de cobrarmos apenas do policial, que na verdade é apenas a base da pirâmide, temos que cobrar dos que põem pessoas despreparadas nas ruas com armas na mão. Temos que exigir que a corporação que cuida da nossa segurança seja tratada com o devido respeito.
Temos que exigir que o policial militar tenha treinamento, remuneração adequada e que a policia receba verba necessária para equipamentos modernos. Temos que amadurecer como cidadãos e exigir que sejamos respeitados. Porque o policial militar em São Paulo é mais treinado e recebe remuneração melhor do que aqui?
Somos cidadãos de 2ª categoria?
O que não podemos e não devemos continuar a fazer, é ficar jogando pedras na Policia Militar como se ela fosse a Geni de Chico. Vamos dirigir nossas críticas e reivindicações a quem de direito.
magdakaufmann@hotmail.com
Geni, figura imortalizada na música de Chico Buarque de Holanda, de certa forma, me lembra a nossa Policia Militar.
Para evitar qualquer especulação, não sou militar, nunca fui, nem tenho parentes na polícia. Simplesmente acompanho com olhar crítico o trabalho, procuro me inteirar dos problemas enfrentados no dia a dia pelos policiais e leio as matérias veiculadas na mídia.
É um misto de revolta por certas atitudes de alguns integrantes da corporação e, o aplauso, pela atuação de muitos outros. Revolta quando temos notícias da truculência, do despreparo e de bandidos que se aproveitam do fardamento para efetuar crimes. Aplauso pela coragem, abnegação, respeito e educação de tantos outros que, geralmente, não são mencionados pela mídia e, portanto, não alcançam o reconhecimento popular.
Hoje, na Bahia, temos aproximadamente 30 mil integrantes da Policia Militar. Dentro desse número de pessoas, existem os bandidos e os mocinhos, em amostragem semelhante á própria população a que eles pertencem. Esses policiais são responsáveis pela segurança ostensiva, salvamentos de pessoas e animais, combate a incêndios, dentre outras atividades.
Nas ruas, a qualquer hora do dia ou, principalmente, altas horas da noite, se você procurar um integrante do poder público, certamente o único provável de ser visto, será um policial militar. É a ele que toda a população, ao enfrentar qualquer problema, se dirige e exige que seja tomada uma atitude.
Infelizmente, o que não atentamos é de como este cidadão fardado vem para as ruas sem um preparo adequado para atender a sociedade. A maioria das pessoas não sabe que um policial militar, aqui na Bahia, vem exercer sua função com apenas 6 a 9 meses de curso preparatório, enquanto que, em São Paulo, o tempo de treinamento é de 1 ano e nove meses. Atirar por exemplo, é algo difícil, de grande responsabilidade, mas, no entanto, o policial recebe uma arma e, na maioria das vezes, pasmem, sem ter efetuado um único tiro.
O que podemos esperar de uma corporação tão importante se nós não exigimos dos nossos governantes que a mesma seja tratada com a atenção necessária? Afinal, nossa segurança e, porque não dizer, nossas vidas estão nas mãos destes indivíduos.
Em vez de cobrarmos apenas do policial, que na verdade é apenas a base da pirâmide, temos que cobrar dos que põem pessoas despreparadas nas ruas com armas na mão. Temos que exigir que a corporação que cuida da nossa segurança seja tratada com o devido respeito.
Temos que exigir que o policial militar tenha treinamento, remuneração adequada e que a policia receba verba necessária para equipamentos modernos. Temos que amadurecer como cidadãos e exigir que sejamos respeitados. Porque o policial militar em São Paulo é mais treinado e recebe remuneração melhor do que aqui?
Somos cidadãos de 2ª categoria?
O que não podemos e não devemos continuar a fazer, é ficar jogando pedras na Policia Militar como se ela fosse a Geni de Chico. Vamos dirigir nossas críticas e reivindicações a quem de direito.
Marcadores:
cidadania,
poder público,
Policia Militar,
policial militar,
segurança,
treinamento
Assinar:
Postagens (Atom)
