Por Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.
A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.
Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
sábado, 22 de maio de 2010
Responsabilidades de um gestor
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
“Não sou responsável pelo destino do Pelourinho porque ninguém é responsável pelo destino de nada. O destino é um conjunto de acontecimentos que parecem prévia e inexoravelmente traçados”. Márcio Meirelles.
Foi com grande perplexidade que li essa declaração de nosso Secretário de Cultura. Ela denota a falta de percepção de quem foi nomeado gestor, o que, segundo o dicionário Aurélio, significa – gerente ou administrador e, como tal, exerce seu poder de comando no processo decisório.
Acredito que nosso secretario esteja esquecendo que ele é gestor público, nomeado para a Secretaria da Cultura, responsável pelo IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico Cultural, que administra e é o principal responsável pelo Centro Histórico de Salvador.
Sobre esse assunto, gostaria de registrar a afirmação de um autor da área de administração: “Subjetivamente, a administração pública é o conjunto de órgãos a serviço do Estado, agindo in concreto para satisfação de seus fins de conservação, de bem estar individual dos cidadãos e de progresso social.” (MEIRELLES, 1983:83).
Secretário, por favor acorde. Você é o principal responsável por tudo de negativo que está ocorrendo no Centro Histórico de Salvador. A vida real não é uma peça de teatro e a região não pode se transformar em espetáculo do tipo – “Ó pai Ó”, no qual as pessoas retratadas não estão em condições, nem ao menos, de prover o próprio sustento.
Aqui não existe espaço para personagens teatrais, irreais. A realidade é dura e competitiva. Muitas pessoas estão vendo suas vidas ruindo. Empregos estão desaparecendo. O turismo, que em qualquer parte do mundo é bem vindo por trazer divisas e emprego, aqui está recebendo um tratamento marginalizado. O turista é mal tratado, roubado e afugentado do Centro Histórico. Os gestores, secretário Marcio Meirelles, a sua secretaria, é a maior responsável por isso. A administração está sendo omissa e ineficiente, denotando falta de visão empresarial, cultural e social.
Não podemos esquecer que o turismo é um dos grandes responsáveis pela manutenção financeira de equipamentos culturais de uma cidade. Não devemos esquecer o quanto de empregos diretos e indiretos são mantidos pelo turismo. Não contabilizar a parte econômica e o reflexo social advinda do turismo é, por assim dizer, no mínimo, ignorância e falta de capacidade administrativa.
Caso ainda não consiga visualizar sua responsabilidade e sua ingerência no assunto Centro Histórico, é melhor, então, entregar o cargo de Secretário de Cultura e voltar a fazer teatro. Apenas nele existe espaço para fantasias e criações irreais.
magdakaufmann@hotmail.com
“Não sou responsável pelo destino do Pelourinho porque ninguém é responsável pelo destino de nada. O destino é um conjunto de acontecimentos que parecem prévia e inexoravelmente traçados”. Márcio Meirelles.
Foi com grande perplexidade que li essa declaração de nosso Secretário de Cultura. Ela denota a falta de percepção de quem foi nomeado gestor, o que, segundo o dicionário Aurélio, significa – gerente ou administrador e, como tal, exerce seu poder de comando no processo decisório.
Acredito que nosso secretario esteja esquecendo que ele é gestor público, nomeado para a Secretaria da Cultura, responsável pelo IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico Cultural, que administra e é o principal responsável pelo Centro Histórico de Salvador.
Sobre esse assunto, gostaria de registrar a afirmação de um autor da área de administração: “Subjetivamente, a administração pública é o conjunto de órgãos a serviço do Estado, agindo in concreto para satisfação de seus fins de conservação, de bem estar individual dos cidadãos e de progresso social.” (MEIRELLES, 1983:83).
Secretário, por favor acorde. Você é o principal responsável por tudo de negativo que está ocorrendo no Centro Histórico de Salvador. A vida real não é uma peça de teatro e a região não pode se transformar em espetáculo do tipo – “Ó pai Ó”, no qual as pessoas retratadas não estão em condições, nem ao menos, de prover o próprio sustento.
Aqui não existe espaço para personagens teatrais, irreais. A realidade é dura e competitiva. Muitas pessoas estão vendo suas vidas ruindo. Empregos estão desaparecendo. O turismo, que em qualquer parte do mundo é bem vindo por trazer divisas e emprego, aqui está recebendo um tratamento marginalizado. O turista é mal tratado, roubado e afugentado do Centro Histórico. Os gestores, secretário Marcio Meirelles, a sua secretaria, é a maior responsável por isso. A administração está sendo omissa e ineficiente, denotando falta de visão empresarial, cultural e social.
Não podemos esquecer que o turismo é um dos grandes responsáveis pela manutenção financeira de equipamentos culturais de uma cidade. Não devemos esquecer o quanto de empregos diretos e indiretos são mantidos pelo turismo. Não contabilizar a parte econômica e o reflexo social advinda do turismo é, por assim dizer, no mínimo, ignorância e falta de capacidade administrativa.
Caso ainda não consiga visualizar sua responsabilidade e sua ingerência no assunto Centro Histórico, é melhor, então, entregar o cargo de Secretário de Cultura e voltar a fazer teatro. Apenas nele existe espaço para fantasias e criações irreais.
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