Por Magda Kaufmann
Lojistas e funcionários do aeroporto estão consternados e, além de protestarem, oferecem solidariedade aos lojistas que, após anos de investimento em seus estabelecimentos comerciais, estão sendo obrigados a fecharem suas portas. Hoje quarta-feira(18), uma joalheria tradicional da Bahia, a Gerson e, a também tradicional Livraria do Aeroporto no embarque internacional, foram literalmente, despejadas pela INFRAERO. Não é apenas o espaço físico que o empresário perde - é o intangível – a construção de uma marca e fidelização de clientes.
Toda essa história começa com o Tribunal de Contas da União que obriga a INFRAERO a proceder com licitação dos espaços comerciais, sob a alegação de que todos devem ter chance de trabalhar esses pontos.
Porém, na realidade o que vai acontecer é totalmente diferente. A licitação é para permanecer apenas por 5 (cinco) anos no local e, para ganhar, é preciso oferecer o maior lance de aluguel.
Bem, até aí todos vão pensar - tudo bem. Mas refletindo sobre o assunto, pode-se perceber que o único sentido será uma busca desenfreada por lucros imediatos. A empresa só vai permanecer por período de cinco anos no local e portanto não terá interesse em fidelização de clientes. Significa que no final, quem vai pagar esse "maior lance" não é o empresário - é o consumidor, ou seja, você!
Além disso, a permanência por apenas cinco anos em uma loja tem um custo muito alto. Para a construção de um pequeno estabelecimento comercial no padrão exigido pela INFRAERO é necessário investir, no mínimo, R$ 100.000,00 (cem mil reais) entre projeto e obra. Só isso, já representa um custo anual de R$20.000,00 (vinte mil). Somando então, a escalada de alugueis através do leilão, digo licitação, encargos diversos, salários e todas as despesas decorrentes do funcionamento de um estabelecimento comercial, dá para se fazer idéia do custo mensal para manutenção de um espaço comercial no aeroporto.
E tem mais - esse procedimento vai fazer com que apenas grandes firmas permaneçam no aeroporto o que terá, como conseqüência, a perda de identidade – todos os aeroportos do Brasil terão as mesmas lojas de grandes grupos. Isso influenciará também, indiretamente, pequenos artesões que produzem seus materiais para algumas lojas do aeroporto de Salvador e que vão deixar de trabalhar ou diminuir consideravelmente a produção.
O lucro gerado por grandes grupos também não permanece na cidade. É tudo canalizado para outros estados onde têm sede. Então, a área do aeroporto vai ficar reduzida a mera exposição e comercialização de produtos vindos de outras regiões. Não vai gerar produção no local e a renda gerada pelos espaços comerciais será apenas a nível funcional e pagamento de alguns impostos, o que além de tudo que já foi enumerado acima, já acontece hoje.
Em suma, o fechamento das lojas do aeroporto de Salvador terá, forçosamente, conseqüência na economia de muitas famílias, na identidade baiana do local e no bolso de quem vai pagar a conta - o consumidor.
Persiste a pergunta para reflexão – quem ganha e quem perde com o fechamento das lojas do Aeroporto Dep. Luis Eduardo Magalhães?
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Reajuste das aposentadorias
Por Magda Kaufmann
Aposentadoria é um direito adquirido. Não é favor ou esmola. Principalmente para os que contribuíram anos com o INSS, pensando em conseguir, assim, uma velhice tranquila. O que o governo está fazendo com o aposentado não é correto.
Os jovens de hoje não devem esquecer que amanhã serão eles os aposentados. Calculem e percebam quanto é retirado do beneficio recebido, ano a ano. Diversas pessoas que tinham direito a uma aposentadoria acima do salário mínimo, por força de contribuição devidamente recolhida ao INSS, passaram a receber apenas um salário.
Para conseguir isso o governo, simplesmente, aplica reajustes diferenciados para os aposentados. Um percentual para o salário mínimo e outro, menor, para os que recebem acima de um salário. Assim, com o passar dos anos, o valor dos que contribuíram para receber acima de um salário vai sendo achatado até alcançar o salário mais baixo.
Alguém acha justo pagar para uma coisa e receber outra? Caso isso estivesse ocorrendo no comércio regular os órgãos de defesa do consumidor já estariam fazendo autuações - mas o governo pode tudo - inclusive lesar o aposentado.
É um desrespeito. Verdadeiro absurdo! Minha indignação é total. Que país é esse?
Aposentadoria é um direito adquirido. Não é favor ou esmola. Principalmente para os que contribuíram anos com o INSS, pensando em conseguir, assim, uma velhice tranquila. O que o governo está fazendo com o aposentado não é correto.
Os jovens de hoje não devem esquecer que amanhã serão eles os aposentados. Calculem e percebam quanto é retirado do beneficio recebido, ano a ano. Diversas pessoas que tinham direito a uma aposentadoria acima do salário mínimo, por força de contribuição devidamente recolhida ao INSS, passaram a receber apenas um salário.
Para conseguir isso o governo, simplesmente, aplica reajustes diferenciados para os aposentados. Um percentual para o salário mínimo e outro, menor, para os que recebem acima de um salário. Assim, com o passar dos anos, o valor dos que contribuíram para receber acima de um salário vai sendo achatado até alcançar o salário mais baixo.
Alguém acha justo pagar para uma coisa e receber outra? Caso isso estivesse ocorrendo no comércio regular os órgãos de defesa do consumidor já estariam fazendo autuações - mas o governo pode tudo - inclusive lesar o aposentado.
É um desrespeito. Verdadeiro absurdo! Minha indignação é total. Que país é esse?
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domingo, 11 de dezembro de 2011
PEC 33/2009 - vencemos uma luta, não a batalha
Por Magda Kaufmann
Em 30 de novembro desse ano, foi votada a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), sobre a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, sendo aprovada, com 65 votos favoráveis e apenas 7 contrários. A PEC irá agora para uma segunda votação no plenário e depois para a Câmara dos Deputados..
Conforme divulga e comenta o Blog do Alfredo os votos contrários foram - “casos de figuras como Collor de Melo (PTB), que tem todas as razões para odiar jornalistas; Aloysio Nunes (PSDB), que tem fortes vínculos com os proprietários de meios de comunicação e que lutam contra o diploma; Demóstenes Torres (DEM), aquele mesmo do grampo nunca confirmado e que virou manchete da Veja; Kátia Abreu (PSD), a invasora de terras e defensora do agronegócio sem limites; Renan Calheiros (PMDB), que quase teve sua vida destruída pelo envolvimento com uma jornalista... formada...”
Todos os profissionais da área estão contentes. Mas, não é apenas esses devem se alegrar com a aprovação dessa PEC – é a população que em última instância é, por assim dizer, o objeto final e o mais afetado por essa decisão. Esse texto é apenas uma pequena abordagem sobre a importância da formação acadêmica de um profissional da comunicação. A reflexão sobre o assunto vai além dessas poucas linhas e com certeza merece muita atenção.
É importante frisar que jornalista é o profissional responsável por manter a população informada sobre os acontecimentos. A população depende de informação para tudo – desde uma simples vacina para imunizar crianças até noticias dos grandes conglomerados internacionais, conflitos entre outros assuntos que, mesmo se distantes, possuem o poder de mexer com a vida das pessoas. Na velocidade e volume dos acontecimentos, as informações precisam ser concisas, exatas e escritas de uma forma a ser entendida facilmente pelos leitores de diferentes níveis intelectuais.
Esse direito a informação já foi estabelecido no século XVIII, na França, com a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão e consta no Artigo 1º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros reafirmando que o cidadão tem direito fundamental “à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.”
O que seria da sociedade sem pessoas capacitadas a fazer o trabalho de divulgação de acontecimentos que afetam suas vidas? E, se essas notícias fossem constantemente manipuladas a ponto de apenas um único ponto de vista ser divulgado? Como a população poderia saber o que ocorre em sua cidade, em seu país ou no mundo? São perguntas simples, mas que explicam porque todos os governos totalitários têm como objetivo primeiro o controle dos meios de comunicação.
"O quê?", "quem?", "quando?", "onde?", "como?", e "por quê?" – seis perguntinhas básicas que precisam ser respondidas na informação. Muito simples, mas requer muito treinamento recebido pelo estudante de jornalismo nas faculdades.
O jornalista estuda quatro anos com a finalidade de transformar acontecimentos em noticia e divulgar de forma a ser entendida com facilidade por seu ouvinte, telespectador ou leitor. Ele estuda, acima de tudo também, sobre o que é ético, nessa profissão tão importante, para a sociedade se manter informada, para conhecer e decidir, sobre os diversos assuntos que influenciam direta ou indiretamente a vida de todos.
Além disso, jornalista tem por obrigação buscar a verdade, como consta no capitulo II, Art.4º do Código de Ética dos Jornalistas – “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.”
A vigilância da democracia, dos Direitos Humanos, é uma das tarefas do jornalista, prevista também no Código de Ética da classe que, entre diversos outros itens, possui no Artigo 6º sobre o que “é dever do jornalista: I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – divulgar os fatos e as informações de interesse público; III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão; (...)”
São esses argumentos e dezenas de outros que revelam a importância da formação de um profissional de comunicação – o jornalista. Sem esses profissionais capacitados e treinados a população com certeza será privada do seu bem maior – o direito a informação. Portanto, a aprovação da PEC 33/2009 é motivo de alegria para todos. Vencemos uma luta, mas precisamos vencer a batalha. Aprovar definitivamente essa PEC é ter a certeza de profissionais competentes, com formação superior adequada, trabalhando na divulgação dos fatos, em consonância com os interesses da população brasileira.
Em 30 de novembro desse ano, foi votada a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), sobre a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, sendo aprovada, com 65 votos favoráveis e apenas 7 contrários. A PEC irá agora para uma segunda votação no plenário e depois para a Câmara dos Deputados..
Conforme divulga e comenta o Blog do Alfredo os votos contrários foram - “casos de figuras como Collor de Melo (PTB), que tem todas as razões para odiar jornalistas; Aloysio Nunes (PSDB), que tem fortes vínculos com os proprietários de meios de comunicação e que lutam contra o diploma; Demóstenes Torres (DEM), aquele mesmo do grampo nunca confirmado e que virou manchete da Veja; Kátia Abreu (PSD), a invasora de terras e defensora do agronegócio sem limites; Renan Calheiros (PMDB), que quase teve sua vida destruída pelo envolvimento com uma jornalista... formada...”
Todos os profissionais da área estão contentes. Mas, não é apenas esses devem se alegrar com a aprovação dessa PEC – é a população que em última instância é, por assim dizer, o objeto final e o mais afetado por essa decisão. Esse texto é apenas uma pequena abordagem sobre a importância da formação acadêmica de um profissional da comunicação. A reflexão sobre o assunto vai além dessas poucas linhas e com certeza merece muita atenção.
É importante frisar que jornalista é o profissional responsável por manter a população informada sobre os acontecimentos. A população depende de informação para tudo – desde uma simples vacina para imunizar crianças até noticias dos grandes conglomerados internacionais, conflitos entre outros assuntos que, mesmo se distantes, possuem o poder de mexer com a vida das pessoas. Na velocidade e volume dos acontecimentos, as informações precisam ser concisas, exatas e escritas de uma forma a ser entendida facilmente pelos leitores de diferentes níveis intelectuais.
Esse direito a informação já foi estabelecido no século XVIII, na França, com a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão e consta no Artigo 1º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros reafirmando que o cidadão tem direito fundamental “à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.”
O que seria da sociedade sem pessoas capacitadas a fazer o trabalho de divulgação de acontecimentos que afetam suas vidas? E, se essas notícias fossem constantemente manipuladas a ponto de apenas um único ponto de vista ser divulgado? Como a população poderia saber o que ocorre em sua cidade, em seu país ou no mundo? São perguntas simples, mas que explicam porque todos os governos totalitários têm como objetivo primeiro o controle dos meios de comunicação.
"O quê?", "quem?", "quando?", "onde?", "como?", e "por quê?" – seis perguntinhas básicas que precisam ser respondidas na informação. Muito simples, mas requer muito treinamento recebido pelo estudante de jornalismo nas faculdades.
O jornalista estuda quatro anos com a finalidade de transformar acontecimentos em noticia e divulgar de forma a ser entendida com facilidade por seu ouvinte, telespectador ou leitor. Ele estuda, acima de tudo também, sobre o que é ético, nessa profissão tão importante, para a sociedade se manter informada, para conhecer e decidir, sobre os diversos assuntos que influenciam direta ou indiretamente a vida de todos.
Além disso, jornalista tem por obrigação buscar a verdade, como consta no capitulo II, Art.4º do Código de Ética dos Jornalistas – “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.”
A vigilância da democracia, dos Direitos Humanos, é uma das tarefas do jornalista, prevista também no Código de Ética da classe que, entre diversos outros itens, possui no Artigo 6º sobre o que “é dever do jornalista: I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – divulgar os fatos e as informações de interesse público; III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão; (...)”
São esses argumentos e dezenas de outros que revelam a importância da formação de um profissional de comunicação – o jornalista. Sem esses profissionais capacitados e treinados a população com certeza será privada do seu bem maior – o direito a informação. Portanto, a aprovação da PEC 33/2009 é motivo de alegria para todos. Vencemos uma luta, mas precisamos vencer a batalha. Aprovar definitivamente essa PEC é ter a certeza de profissionais competentes, com formação superior adequada, trabalhando na divulgação dos fatos, em consonância com os interesses da população brasileira.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Santa Bárbara - Iansã tudo é festa em Salvador
Texto e video Magda Kaufmann
Todos os anos, chova ou faça sol, o dia 4 de dezembro tem uma multidão vestida de vermelho para reverenciar Santa Bárbara para os católicos ou Iansã no Cancomblé. O Centro Histórico de Salvador festeja durante todo o dia entrando pela noite. A santa também é padroeira do Corpo de Bombeiros da Bahia e a banda da corporação, como sempre, acompanhou o cortejo. Além disso, é feito um grande caruru que é oferecido aos visitantes.
Confira nas imagens.
Todos os anos, chova ou faça sol, o dia 4 de dezembro tem uma multidão vestida de vermelho para reverenciar Santa Bárbara para os católicos ou Iansã no Cancomblé. O Centro Histórico de Salvador festeja durante todo o dia entrando pela noite. A santa também é padroeira do Corpo de Bombeiros da Bahia e a banda da corporação, como sempre, acompanhou o cortejo. Além disso, é feito um grande caruru que é oferecido aos visitantes.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Custo do Congresso Brasileiro
Por Magda Kaufmann
O Brasil tem um orçamento de R$ 6.068.072.181,00 anual dedicado apenas ao Legislativo, enquanto que países com um PIB superior ao brasileiro, como a Alemanha e a França, gastam para a mesma finalidade um terço desse valor.
Outro dado interessante é que somente nos Estados Unidos o custo anual para manutenção do congresso está acima do brasileiro. Cada congressista americano custa, aproximadamente, R$ 15,3 milhões e, no Brasil, esse custo fica em apenas R$ 10,2 milhões. Só que o PIB per capita brasileiro é de R$ 18.118,84, enquanto o americano é de R$ 85.878,81 - quase cinco vezes maior. Ou seja, nem de longe o PIB pc do Brasil acompanha a mesma performance com que remuneramos nossos congressistas.
É também interessante comparar o salário mínimo do Brasil de R$ 545,00 mensais com o americano que gira em torno de R$ 1.700,00. Isso significa que, só mesmo observando esses valores, se pode perceber a aberração dos custos da manutenção de um congressista brasileiro. E isso em um país com tanto discurso sobre o esforço para diminuir as desigualdades sociais.
Porque o custo anual de um único congressista, no Brasil, pode ser de R$ 10, 2 milhões, enquanto um operário recebe apenas R$ 6.540,00 durante o mesmo período? Como justificar isso para os 190 milhões de brasileiros?
Todos esses dados e muitos outros estão disponíveis no site www.transparencia.org.br
Acesse, reflita, proteste e lute por mudanças. Exerça sua cidadania.
O Brasil tem um orçamento de R$ 6.068.072.181,00 anual dedicado apenas ao Legislativo, enquanto que países com um PIB superior ao brasileiro, como a Alemanha e a França, gastam para a mesma finalidade um terço desse valor.
Outro dado interessante é que somente nos Estados Unidos o custo anual para manutenção do congresso está acima do brasileiro. Cada congressista americano custa, aproximadamente, R$ 15,3 milhões e, no Brasil, esse custo fica em apenas R$ 10,2 milhões. Só que o PIB per capita brasileiro é de R$ 18.118,84, enquanto o americano é de R$ 85.878,81 - quase cinco vezes maior. Ou seja, nem de longe o PIB pc do Brasil acompanha a mesma performance com que remuneramos nossos congressistas.
É também interessante comparar o salário mínimo do Brasil de R$ 545,00 mensais com o americano que gira em torno de R$ 1.700,00. Isso significa que, só mesmo observando esses valores, se pode perceber a aberração dos custos da manutenção de um congressista brasileiro. E isso em um país com tanto discurso sobre o esforço para diminuir as desigualdades sociais.
Porque o custo anual de um único congressista, no Brasil, pode ser de R$ 10, 2 milhões, enquanto um operário recebe apenas R$ 6.540,00 durante o mesmo período? Como justificar isso para os 190 milhões de brasileiros?
Todos esses dados e muitos outros estão disponíveis no site www.transparencia.org.br
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Salvador decepciona
Por Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.
A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.
Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.
magdakaufmann@hotmail.com
Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.
A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.
Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.
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