segunda-feira, 26 de março de 2012
Ariano Suassuna vai dar aula em Salvador
Ariano Vilar Suassuna nasceu em 1927, em João Pessoa (PB), é formado em direito, doutorado em história e por mais de 30 anos foi professor da Universidade Federal de Pernambuco. Além disso, o professor é teatrólogo, romancista e em 1990 passou a ocupar a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras.
O progenitor de Ariano, João Suassuna, ex-governador da Paraíba, foi assassinado no Rio de Janeiro, em virtude de disputas políticas nos dias que precederam a Revolução de 1930. Isso fez com que a mãe de Ariano Suassuna, então aos 3 anos de idade, juntamente com seus nove irmãos, se mudassem para uma fazenda no interior do estado da Paraíba, próxima a cidade de Taperoá.
Foi nessa região que o escritor aprendeu a ler, escrever e a conhecer a essência da cultura nordestina, que vieram a nortear seus romances. Dentre eles os mais conhecidos são o Auto da Compadecida e a Pedra do Reino.
Mais tarde, Suassuna criou o movimento denominado “Armorial” dedicado ao desenvolvimento, estudo e resgate da cultura popular nordestina. Esse movimento contou com o apoio e participação de nomes de artistas conhecidos em diversas vertentes. Foi lançado no dia 18 de outubro de 1970, em Recife, com o concerto “ Três Séculos de Música Nordestina: do Baroco ao Armorial”, junto com exposição de gravura, pintura e escultura.
Os ingressos para a aula do mestre Ariano Suassuna serão distribuídos gratuitamente a partir das 14h no mesmo dia e local do evento.
Por Magda Kaufmann
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Divulgação de idéias e opiniões – um direito fundamental do ser humano
Publicado no site da Revista Bahia Acontece
É da pluralidade de pensamentos e no respeito às diferenças, entre outras coisas, que se encontra o alicerce da democracia e da cidadania. Faz parte de qualquer convivência o aceitar desses direitos fundamentais, que já foram reconhecidos em 1789, na França, na Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão. Nesse texto, o artigo 11, afirma “a livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem”. Mais tarde esses direitos foram reafirmados através da Assembleia Geral das Nações Unidas, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A incapacidade de aceitar as diferenças provoca agressões, verbais e físicas, de pessoas que não têm maturidade suficientemente desenvolvida para um convívio social. São indivíduos assim que agridem torcedores de times, pelo simples fato de não torcerem por “seu time”, um morador de rua como foi noticiada essa semana ou ainda um homossexual.
O mundo globalizado, a velocidade e quantidade com que recebemos informações nos confrontam com muitas diferenças e obriga ao exercício, minuto a minuto, da aceitação. É imprescindível que as diferenças, as individualidades e as escolhas sejam respeitadas por cada um de nós. Só assim teremos a tão almejada paz social.
A atividade do jornalista transforma esse profissional em vidraça pois, infelizmente, muitas pessoas por ignorância ou intransigência, não entendem a missão inerente ao trabalho e, agressões ou ameaças, é algo relativamente corriqueiro na profissão. Mas, isso não significa que seja aceitável.
O jornalista Jarlei Augusto Araújo foi ameaçado através do Facebook, por alguém que ele não conhece. Todos nós, amigos e colegas de profissão, repudiamos tal atitude e esperamos pelas medidas cabíveis ao fato. Ninguém pode aceitar que sua integridade moral e física seja ameaçada.
Só para lembrar a vigilância da democracia e dos Direitos Humanos, é uma das tarefas do jornalista. Abaixo parte dos artigos 6º e 7º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que pode ser acessado através do endereço: http://www.fenaj.org.br
Art. 6º É dever do jornalista:
I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
(…)
Art. 7º O jornalista não pode:
(…)
II – submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
(…)
Magda Kaufmann
Repórter Revista Bahia Acontece
Policiais Militares do 18º Batalhão socorrem vitima de acidente
Um jovem ainda não identificado caiu, nessa manhã de domingo (5) por volta das 10:00 horas, na água da fonte da Praça da Sé e foi prontamente socorrido por policiais militares do 18º batalhão do Centro Histórico de Salvador.
Embora a 1ªCia. do 18ºBatalhão de Polícia Militar esteja mantendo o policiamento ostensivo na região, o entorno – Baixa dos Sapateiros e Ladeira da Praça – têm sofrido com roubos, arrombamentos e vandalismo de marginais que se aproveitam do pouco policiamento nessas áreas, principalmente durante a noite.
Magda Kaufmann
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Lojas fechadas no aeroporto de Salvador – quem perde e quem ganha
Lojistas e funcionários do aeroporto estão consternados e, além de protestarem, oferecem solidariedade aos lojistas que, após anos de investimento em seus estabelecimentos comerciais, estão sendo obrigados a fecharem suas portas. Hoje quarta-feira(18), uma joalheria tradicional da Bahia, a Gerson e, a também tradicional Livraria do Aeroporto no embarque internacional, foram literalmente, despejadas pela INFRAERO. Não é apenas o espaço físico que o empresário perde - é o intangível – a construção de uma marca e fidelização de clientes.
Toda essa história começa com o Tribunal de Contas da União que obriga a INFRAERO a proceder com licitação dos espaços comerciais, sob a alegação de que todos devem ter chance de trabalhar esses pontos.
Porém, na realidade o que vai acontecer é totalmente diferente. A licitação é para permanecer apenas por 5 (cinco) anos no local e, para ganhar, é preciso oferecer o maior lance de aluguel.
Bem, até aí todos vão pensar - tudo bem. Mas refletindo sobre o assunto, pode-se perceber que o único sentido será uma busca desenfreada por lucros imediatos. A empresa só vai permanecer por período de cinco anos no local e portanto não terá interesse em fidelização de clientes. Significa que no final, quem vai pagar esse "maior lance" não é o empresário - é o consumidor, ou seja, você!
Além disso, a permanência por apenas cinco anos em uma loja tem um custo muito alto. Para a construção de um pequeno estabelecimento comercial no padrão exigido pela INFRAERO é necessário investir, no mínimo, R$ 100.000,00 (cem mil reais) entre projeto e obra. Só isso, já representa um custo anual de R$20.000,00 (vinte mil). Somando então, a escalada de alugueis através do leilão, digo licitação, encargos diversos, salários e todas as despesas decorrentes do funcionamento de um estabelecimento comercial, dá para se fazer idéia do custo mensal para manutenção de um espaço comercial no aeroporto.
E tem mais - esse procedimento vai fazer com que apenas grandes firmas permaneçam no aeroporto o que terá, como conseqüência, a perda de identidade – todos os aeroportos do Brasil terão as mesmas lojas de grandes grupos. Isso influenciará também, indiretamente, pequenos artesões que produzem seus materiais para algumas lojas do aeroporto de Salvador e que vão deixar de trabalhar ou diminuir consideravelmente a produção.
O lucro gerado por grandes grupos também não permanece na cidade. É tudo canalizado para outros estados onde têm sede. Então, a área do aeroporto vai ficar reduzida a mera exposição e comercialização de produtos vindos de outras regiões. Não vai gerar produção no local e a renda gerada pelos espaços comerciais será apenas a nível funcional e pagamento de alguns impostos, o que além de tudo que já foi enumerado acima, já acontece hoje.
Em suma, o fechamento das lojas do aeroporto de Salvador terá, forçosamente, conseqüência na economia de muitas famílias, na identidade baiana do local e no bolso de quem vai pagar a conta - o consumidor.
Persiste a pergunta para reflexão – quem ganha e quem perde com o fechamento das lojas do Aeroporto Dep. Luis Eduardo Magalhães?
sábado, 7 de janeiro de 2012
Reajuste das aposentadorias
Aposentadoria é um direito adquirido. Não é favor ou esmola. Principalmente para os que contribuíram anos com o INSS, pensando em conseguir, assim, uma velhice tranquila. O que o governo está fazendo com o aposentado não é correto.
Os jovens de hoje não devem esquecer que amanhã serão eles os aposentados. Calculem e percebam quanto é retirado do beneficio recebido, ano a ano. Diversas pessoas que tinham direito a uma aposentadoria acima do salário mínimo, por força de contribuição devidamente recolhida ao INSS, passaram a receber apenas um salário.
Para conseguir isso o governo, simplesmente, aplica reajustes diferenciados para os aposentados. Um percentual para o salário mínimo e outro, menor, para os que recebem acima de um salário. Assim, com o passar dos anos, o valor dos que contribuíram para receber acima de um salário vai sendo achatado até alcançar o salário mais baixo.
Alguém acha justo pagar para uma coisa e receber outra? Caso isso estivesse ocorrendo no comércio regular os órgãos de defesa do consumidor já estariam fazendo autuações - mas o governo pode tudo - inclusive lesar o aposentado.
É um desrespeito. Verdadeiro absurdo! Minha indignação é total. Que país é esse?
domingo, 11 de dezembro de 2011
PEC 33/2009 - vencemos uma luta, não a batalha
Em 30 de novembro desse ano, foi votada a PEC 33/2009, do Senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), sobre a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, sendo aprovada, com 65 votos favoráveis e apenas 7 contrários. A PEC irá agora para uma segunda votação no plenário e depois para a Câmara dos Deputados..
Conforme divulga e comenta o Blog do Alfredo os votos contrários foram - “casos de figuras como Collor de Melo (PTB), que tem todas as razões para odiar jornalistas; Aloysio Nunes (PSDB), que tem fortes vínculos com os proprietários de meios de comunicação e que lutam contra o diploma; Demóstenes Torres (DEM), aquele mesmo do grampo nunca confirmado e que virou manchete da Veja; Kátia Abreu (PSD), a invasora de terras e defensora do agronegócio sem limites; Renan Calheiros (PMDB), que quase teve sua vida destruída pelo envolvimento com uma jornalista... formada...”
Todos os profissionais da área estão contentes. Mas, não é apenas esses devem se alegrar com a aprovação dessa PEC – é a população que em última instância é, por assim dizer, o objeto final e o mais afetado por essa decisão. Esse texto é apenas uma pequena abordagem sobre a importância da formação acadêmica de um profissional da comunicação. A reflexão sobre o assunto vai além dessas poucas linhas e com certeza merece muita atenção.
É importante frisar que jornalista é o profissional responsável por manter a população informada sobre os acontecimentos. A população depende de informação para tudo – desde uma simples vacina para imunizar crianças até noticias dos grandes conglomerados internacionais, conflitos entre outros assuntos que, mesmo se distantes, possuem o poder de mexer com a vida das pessoas. Na velocidade e volume dos acontecimentos, as informações precisam ser concisas, exatas e escritas de uma forma a ser entendida facilmente pelos leitores de diferentes níveis intelectuais.
Esse direito a informação já foi estabelecido no século XVIII, na França, com a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão e consta no Artigo 1º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros reafirmando que o cidadão tem direito fundamental “à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.”
O que seria da sociedade sem pessoas capacitadas a fazer o trabalho de divulgação de acontecimentos que afetam suas vidas? E, se essas notícias fossem constantemente manipuladas a ponto de apenas um único ponto de vista ser divulgado? Como a população poderia saber o que ocorre em sua cidade, em seu país ou no mundo? São perguntas simples, mas que explicam porque todos os governos totalitários têm como objetivo primeiro o controle dos meios de comunicação.
"O quê?", "quem?", "quando?", "onde?", "como?", e "por quê?" – seis perguntinhas básicas que precisam ser respondidas na informação. Muito simples, mas requer muito treinamento recebido pelo estudante de jornalismo nas faculdades.
O jornalista estuda quatro anos com a finalidade de transformar acontecimentos em noticia e divulgar de forma a ser entendida com facilidade por seu ouvinte, telespectador ou leitor. Ele estuda, acima de tudo também, sobre o que é ético, nessa profissão tão importante, para a sociedade se manter informada, para conhecer e decidir, sobre os diversos assuntos que influenciam direta ou indiretamente a vida de todos.
Além disso, jornalista tem por obrigação buscar a verdade, como consta no capitulo II, Art.4º do Código de Ética dos Jornalistas – “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.”
A vigilância da democracia, dos Direitos Humanos, é uma das tarefas do jornalista, prevista também no Código de Ética da classe que, entre diversos outros itens, possui no Artigo 6º sobre o que “é dever do jornalista: I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – divulgar os fatos e as informações de interesse público; III – lutar pela liberdade de pensamento e de expressão; (...)”
São esses argumentos e dezenas de outros que revelam a importância da formação de um profissional de comunicação – o jornalista. Sem esses profissionais capacitados e treinados a população com certeza será privada do seu bem maior – o direito a informação. Portanto, a aprovação da PEC 33/2009 é motivo de alegria para todos. Vencemos uma luta, mas precisamos vencer a batalha. Aprovar definitivamente essa PEC é ter a certeza de profissionais competentes, com formação superior adequada, trabalhando na divulgação dos fatos, em consonância com os interesses da população brasileira.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Santa Bárbara - Iansã tudo é festa em Salvador
Todos os anos, chova ou faça sol, o dia 4 de dezembro tem uma multidão vestida de vermelho para reverenciar Santa Bárbara para os católicos ou Iansã no Cancomblé. O Centro Histórico de Salvador festeja durante todo o dia entrando pela noite. A santa também é padroeira do Corpo de Bombeiros da Bahia e a banda da corporação, como sempre, acompanhou o cortejo. Além disso, é feito um grande caruru que é oferecido aos visitantes.
Confira nas imagens.
