Amigos,
assistam o video e reflitam.
http://vimeo.com/32115701
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Custo do Congresso Brasileiro
Por Magda Kaufmann
O Brasil tem um orçamento de R$ 6.068.072.181,00 anual dedicado apenas ao Legislativo, enquanto que países com um PIB superior ao brasileiro, como a Alemanha e a França, gastam para a mesma finalidade um terço desse valor.
Outro dado interessante é que somente nos Estados Unidos o custo anual para manutenção do congresso está acima do brasileiro. Cada congressista americano custa, aproximadamente, R$ 15,3 milhões e, no Brasil, esse custo fica em apenas R$ 10,2 milhões. Só que o PIB per capita brasileiro é de R$ 18.118,84, enquanto o americano é de R$ 85.878,81 - quase cinco vezes maior. Ou seja, nem de longe o PIB pc do Brasil acompanha a mesma performance com que remuneramos nossos congressistas.
É também interessante comparar o salário mínimo do Brasil de R$ 545,00 mensais com o americano que gira em torno de R$ 1.700,00. Isso significa que, só mesmo observando esses valores, se pode perceber a aberração dos custos da manutenção de um congressista brasileiro. E isso em um país com tanto discurso sobre o esforço para diminuir as desigualdades sociais.
Porque o custo anual de um único congressista, no Brasil, pode ser de R$ 10, 2 milhões, enquanto um operário recebe apenas R$ 6.540,00 durante o mesmo período? Como justificar isso para os 190 milhões de brasileiros?
Todos esses dados e muitos outros estão disponíveis no site www.transparencia.org.br
Acesse, reflita, proteste e lute por mudanças. Exerça sua cidadania.
O Brasil tem um orçamento de R$ 6.068.072.181,00 anual dedicado apenas ao Legislativo, enquanto que países com um PIB superior ao brasileiro, como a Alemanha e a França, gastam para a mesma finalidade um terço desse valor.
Outro dado interessante é que somente nos Estados Unidos o custo anual para manutenção do congresso está acima do brasileiro. Cada congressista americano custa, aproximadamente, R$ 15,3 milhões e, no Brasil, esse custo fica em apenas R$ 10,2 milhões. Só que o PIB per capita brasileiro é de R$ 18.118,84, enquanto o americano é de R$ 85.878,81 - quase cinco vezes maior. Ou seja, nem de longe o PIB pc do Brasil acompanha a mesma performance com que remuneramos nossos congressistas.
É também interessante comparar o salário mínimo do Brasil de R$ 545,00 mensais com o americano que gira em torno de R$ 1.700,00. Isso significa que, só mesmo observando esses valores, se pode perceber a aberração dos custos da manutenção de um congressista brasileiro. E isso em um país com tanto discurso sobre o esforço para diminuir as desigualdades sociais.
Porque o custo anual de um único congressista, no Brasil, pode ser de R$ 10, 2 milhões, enquanto um operário recebe apenas R$ 6.540,00 durante o mesmo período? Como justificar isso para os 190 milhões de brasileiros?
Todos esses dados e muitos outros estão disponíveis no site www.transparencia.org.br
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Salvador decepciona
Por Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.
A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.
Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.
magdakaufmann@hotmail.com
Turistas que chegam a Salvador estão sem opção para visitarem o cartão postal mais importante da cidade – o Pelourinho. O Plano Inclinado Gonçalves está há meses parado e o Elevador Lacerda se encontra quase sempre quebrado ou, na maioria das vezes, com diversas cabines sem funcionar, deixando o viajante sem possibilidade de chegar ao coração do Centro Histórico. Turistas e soteropolitanos ficam revoltados com a situação.
A prefeitura de Salvador disponibiliza um micro ônibus para o trajeto entre a cidade alta e baixa, sempre abarrotado de passageiros em total desconforto. O comércio das duas partes da cidade está sendo prejudicado com a situação obrigando, inclusive, alguns comerciantes a fecharem as portas.
Em 26 de outubro aportou em Salvador o primeiro transatlântico da temporada com 1.600 passageiros que ficaram desapontados com a falta de estrutura da cidade - mais uma vez, o elevador, estava totalmente parado. Muitos desses visitantes nunca mais terão a oportunidade de voltar à Salvador e experimentar a sensação de utilizar um dos ícones mais divulgados da cidade – o Elevador Lacerda, frustrando, também, os comerciantes do Centro Histórico que aguardavam a chegada dos turistas.
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domingo, 30 de outubro de 2011
Suportes tradicionais e a realidade midiática
Por Magda Kaufmann em 18/10/2011 publicado na edição 664 - Observatório da Imprensa.
Considerado por diversos autores uma revolução tão importante quanto a provocada pelo desenvolvimento da máquina a vapor, o computador abriu uma nova porta para a humanidade. Através dele foi possível conectar o mundo, descentralizar o conhecimento e a informação. O surgimento constante de novos suportes desenvolve e aumenta as possibilidades das mais diversas comunicações midiáticas, proporcionando uma nova forma de consumo e influenciando o comportamento do consumidor inserido nessa tecnologia.
Hoje, é impossível se pensar em qualquer trabalho sem que exista algum tipo de tecnologia envolvida. Mas, com certeza, é na área do conhecimento e da informação que se encontra a maior influência do desenvolvimento tecnológico do último século. Há algum tempo, a diferença entre o conhecer e ignorar estava em saber ler e ter acesso a livros. Isso já não é mais suficiente. É preciso também possuir poder financeiro, conhecimento tecnológico e tempo para se atualizar continuamente. Todos os dias surgem novos suportes e diferentes formas de se acessar o conhecimento.
Mas, ao mesmo tempo em que agregam o mundo, essas novas tecnologias ajudam a cavar um fosso maior entre as pessoas que têm e as que não têm a capacidade econômica e o conhecimento suficiente para acessar as informações disponíveis. Uma grande parte da população mundial está excluída desse avanço tecnológico. Os termos analfabetismo digital e inclusão digital surgiram há alguns poucos anos e o assunto está sendo discutido por diversos setores da sociedade. A população sem acesso a internet é considerada, na contemporaneidade, como a marginalizada do século 21.
Jornais e rádios dispõem de sites
As informações estão em rede e na rede – só precisam ser acessadas. Elas circulam incontroláveis e independentes de alguma produção, digamos, profissional. O conhecimento está disponível no Google, YouTube, nos mais diversos sites, blogs, TVweb, Facebook, Myspace, Twitter, entre outros. O consumidor dessa mídia está longe de ser apenas um receptor de informações. Ele interage e é também produtor. Ele alimenta e é alimentado intelectualmente pela rede formada pela comunicação midiática.
Encontros sociais e até mesmo revoluções são marcadas através da web. Somos testemunhas dos fatos acontecidos no Oriente Médio, até com derrubada de governo de um país e grandes modificações em outros. O sucesso desses eventos depende diretamente do percentual de pessoas envolvidas e incluídas digitalmente. Daí, a procura incessante de alguns governos por formas de censura do conteúdo divulgado na net proibindo o acesso da população a diversos sites como forma de controle da informação.
Os jornais, emissoras de rádio e televisão já se encontram praticamente unidos em torno das novas mídias. A convergência midiática obriga esses suportes tradicionais a se adequarem a uma nova realidade. Os jornais possuem site na web e já não são apenas lidos – eles vêm desenvolvendo formas de serem ouvidos, vistos e de buscar a informação do leitor através da interatividade. As emissoras de rádio, através de sites, dispõem de notícias escritas concorrendo com os jornais. O consumidor pode repetir a informação que, antigamente, era perdida caso não fosse ouvida naquele segundo. Também é possível se acessar imagens através de clips e life stream.
O mundo está online
A televisão, além de ser assistida, tem a notícia escrita e procura incessantemente por novas produções de seu próprio público, fechando o círculo de produtor e consumidor da informação. Além disso, exemplificando com a BandNews, você ouve na rádio o noticiário que foi produzido para a televisão.
Neste contexto, as corporações não ficam atrás. Criam sites corporativos visando à comunicação entre todos os stakeholders das empresas, com acesso total de qualquer pessoa, também chamados de horizontais, e alguns com espaço exclusivo a determinado público, conhecidos como portais verticais. Além disso, setores empresariais, como Relações Públicas, fazem uso constante dos portais como forma de manter conexão rápida e atualizada. O setor de marketing também utiliza os portais com ações voltadas a fortalecer e vender a imagem da corporação – disparam mailings direcionados a públicos pré-determinados e, de forma pessoal, até aos aniversariantes.
A atualização dos sites, portais e blogs torna-se imprescindível e requer grande atenção e esforço das corporações. É preciso manter tudo atualizado, interessante e conectado às novas tecnologias para conseguir o acesso periódico de seu público-alvo. O uso de redes sociais está cada vez mais difundido entre as grandes empresas. Comunicação se escreve em “caixa alta” – sem ela nenhuma corporação sobrevive. Não basta produzir algo bom. É preciso divulgar e manter uma comunicação efetiva com o consumidor, que é cada vez mais exigente dentro de um mundo globalizado e competitivo. Então, nada melhor e mais barato do que utilizar as ferramentas disponíveis na convergência midiática para fortalecer a imagem institucional da empresa.
E todas essas mídias podem ser acessadas não apenas em um local fixo. Elas estão no seu celular, notebook, netbook ou tablet – tudo sem fio. Ou seja, em qualquer lugar. Você não está mais isolado. Ou seria melhor dizer – hoje é impossível alguém se isolar? De alguma forma, em qualquer latitude, você está sempre conectado – o mundo está online.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Rodson Lima – o super sincero
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
A noticia foi vinculada no horário nobre da Globo. Ouvi e re-ouvi a noticia sem entender por qual motivo ela estava impactando tanto. Não se trata de mentira, não se trata de nenhuma novidade.
Qual o pecado de Rodson Lima? Ele simplesmente disse a verdade que, todos nós conhecemos e, hipocritamente fazemos de conta que não sabemos. O vereador do PP de Taubaté, disse apenas o que os outros políticos não querem tornar público – que todos os políticos, sem exceção, a começar pela base, que são os vereadores, têm vida de príncipe financiada pelo erário público.
Não importa de qual partido político ele é - todos usufruem das mesmas mordomias incapazes de uma atitude ética de mudar o sistema. Depois de eleitos, se afastam da população não mais participando do cotidiano do povo que, supostamente, representam. Transporte público? – Nem pensar. Andar na rua? – Nunca. Frequentar postos e hospitais de saúde pública? – Jamais. Passam a um mundo diferenciado.
Os políticos distribuem migalhas, alguns favores, sorrisos, vão a eventos sociais, sobem em palanques, sempre como obrigações políticas e com discursos eleitoreiros. O povo aceita a situação e continua elegendo esses políticos em virtude da falta de conhecimento e opção. A população enxerga essas atitudes como normais e inerentes aos cargos que eles estão ocupando.
O eleitor não sabe que aqui, como em outros países, as coisas são ou podem ser diferentes. Não sabe, por exemplo, que o prefeito de Nova York vai trabalhar utilizando o transporte público - metrô. Não sabe que existem cidades no mundo nas quais os vereadores não recebem salários. Eles trabalham por convicção e lutam por uma sociedade mais justa e mais ética.
E Ética – essa é a palavra chave esquecida dos manuais da política brasileira e totalmente desconhecida dos nossos políticos. O eleitor precisa tomar conhecimento dessa situação vergonhosa e cobrar dos seus representantes. Não crucificando um único político que, por pura ingenuidade ou ignorância, declarou que “tenho uma vida de príncipe, graças aos eleitores”.
Ele só falou a verdade! A quem foi mesmo que incomodou? Cadê os outros?
magdakaufmann@hotmail.com
A noticia foi vinculada no horário nobre da Globo. Ouvi e re-ouvi a noticia sem entender por qual motivo ela estava impactando tanto. Não se trata de mentira, não se trata de nenhuma novidade.
Qual o pecado de Rodson Lima? Ele simplesmente disse a verdade que, todos nós conhecemos e, hipocritamente fazemos de conta que não sabemos. O vereador do PP de Taubaté, disse apenas o que os outros políticos não querem tornar público – que todos os políticos, sem exceção, a começar pela base, que são os vereadores, têm vida de príncipe financiada pelo erário público.
Não importa de qual partido político ele é - todos usufruem das mesmas mordomias incapazes de uma atitude ética de mudar o sistema. Depois de eleitos, se afastam da população não mais participando do cotidiano do povo que, supostamente, representam. Transporte público? – Nem pensar. Andar na rua? – Nunca. Frequentar postos e hospitais de saúde pública? – Jamais. Passam a um mundo diferenciado.
Os políticos distribuem migalhas, alguns favores, sorrisos, vão a eventos sociais, sobem em palanques, sempre como obrigações políticas e com discursos eleitoreiros. O povo aceita a situação e continua elegendo esses políticos em virtude da falta de conhecimento e opção. A população enxerga essas atitudes como normais e inerentes aos cargos que eles estão ocupando.
O eleitor não sabe que aqui, como em outros países, as coisas são ou podem ser diferentes. Não sabe, por exemplo, que o prefeito de Nova York vai trabalhar utilizando o transporte público - metrô. Não sabe que existem cidades no mundo nas quais os vereadores não recebem salários. Eles trabalham por convicção e lutam por uma sociedade mais justa e mais ética.
E Ética – essa é a palavra chave esquecida dos manuais da política brasileira e totalmente desconhecida dos nossos políticos. O eleitor precisa tomar conhecimento dessa situação vergonhosa e cobrar dos seus representantes. Não crucificando um único político que, por pura ingenuidade ou ignorância, declarou que “tenho uma vida de príncipe, graças aos eleitores”.
Ele só falou a verdade! A quem foi mesmo que incomodou? Cadê os outros?
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sábado, 15 de outubro de 2011
Faxina neles
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Salvador aderiu às demonstrações realizadas em 18 estados do Brasil e, com apoio da OAB-BA, marchou contra a corrupção no dia 12 de outubro. Aproximadamente 600 pessoas se reuniram em caminhada do Cristo até Ondina. Os sinais de descontentamento dos brasileiros com a corrupção são cada dia mais evidentes.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados resolveu, no dia 28 de setembro, arquivar o pedido de abertura do processo de investigação ao deputado Valdemar da Costa Neto do PR. O resultado da votação aberta foi de 16 votos contra e apenas 2 a favor do dossiê. O relator Fernando Francischini - PSDB-PR desabafou ao terminar a sessão dizendo – “acabamos de fazer uma pizza”.
No mesmo dia, também em Brasília, uma ONG fixou 594 vassouras verdes e amarelas em frente ao Congresso Nacional, em mais um dos inúmeros protestos contra a corrupção, protagonizados por diversos setores da sociedade organizada. O número de vassouras era representativo – 513 deputados e 81 senadores. Infelizmente as vassouras foram roubadas por ambulantes, servidores e seguranças dos prédios da Esplanada dos Ministérios.
Até em grandes eventos, como Rock in Rio, alguns artistas chegaram a discursar e pedir, sob aplausos efusivos do público, um basta à corrupção. Além disso, alguns veículos particulares foram vistos circulando pelas ruas de diversas cidades brasileiras com adesivos protestando contra essa prática abusiva.
Esses são apenas alguns dos poucos casos que chamaram a atenção e ocupam a mídia nos últimos dias. Mas, são suficientes para reforçar a indignação e explicar a demonstração de apoio popular à “faxina” da Presidente Dilma Rousseff como foi comprovado, em 30 de setembro, através dos números divulgados pela pesquisa CNI/Ibope.
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas e, entre outros, constatou a avaliação positiva do governo de 48% para 51%. Além disso, a avaliação pessoal da presidente subiu 4 pontos, indo de 67% para 71%.
A população brasileira vem, por conseguinte, demonstrando através de diversos meios que não aguenta mais a falta de ética e o desrespeito daqueles que foram instituídos no poder, através do voto democrático, para representar e defender a essa mesma população. O povo está se sentindo traído e revoltado a cada nova notícia de desvio do dinheiro público, falcatruas, caixas dois entre tantos outros crimes e exige - basta de corrupção.
magdakaufmann@hotmail.com
Salvador aderiu às demonstrações realizadas em 18 estados do Brasil e, com apoio da OAB-BA, marchou contra a corrupção no dia 12 de outubro. Aproximadamente 600 pessoas se reuniram em caminhada do Cristo até Ondina. Os sinais de descontentamento dos brasileiros com a corrupção são cada dia mais evidentes.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados resolveu, no dia 28 de setembro, arquivar o pedido de abertura do processo de investigação ao deputado Valdemar da Costa Neto do PR. O resultado da votação aberta foi de 16 votos contra e apenas 2 a favor do dossiê. O relator Fernando Francischini - PSDB-PR desabafou ao terminar a sessão dizendo – “acabamos de fazer uma pizza”.
No mesmo dia, também em Brasília, uma ONG fixou 594 vassouras verdes e amarelas em frente ao Congresso Nacional, em mais um dos inúmeros protestos contra a corrupção, protagonizados por diversos setores da sociedade organizada. O número de vassouras era representativo – 513 deputados e 81 senadores. Infelizmente as vassouras foram roubadas por ambulantes, servidores e seguranças dos prédios da Esplanada dos Ministérios.
Até em grandes eventos, como Rock in Rio, alguns artistas chegaram a discursar e pedir, sob aplausos efusivos do público, um basta à corrupção. Além disso, alguns veículos particulares foram vistos circulando pelas ruas de diversas cidades brasileiras com adesivos protestando contra essa prática abusiva.
Esses são apenas alguns dos poucos casos que chamaram a atenção e ocupam a mídia nos últimos dias. Mas, são suficientes para reforçar a indignação e explicar a demonstração de apoio popular à “faxina” da Presidente Dilma Rousseff como foi comprovado, em 30 de setembro, através dos números divulgados pela pesquisa CNI/Ibope.
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas e, entre outros, constatou a avaliação positiva do governo de 48% para 51%. Além disso, a avaliação pessoal da presidente subiu 4 pontos, indo de 67% para 71%.
A população brasileira vem, por conseguinte, demonstrando através de diversos meios que não aguenta mais a falta de ética e o desrespeito daqueles que foram instituídos no poder, através do voto democrático, para representar e defender a essa mesma população. O povo está se sentindo traído e revoltado a cada nova notícia de desvio do dinheiro público, falcatruas, caixas dois entre tantos outros crimes e exige - basta de corrupção.
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Lei da Ficha Limpa
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Pequenas diferenças - Salvador x Recife
Durante quatro dias participamos, Kath, Girnil e eu, do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação em Recife – INTERCOM 2011 – que aconteceu de 02 a 06 de setembro de 2011, na UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco. O evento ocorreu conforme esperado – foi um sucesso.
Recife foi um bálsamo. Descansamos muito do cotidiano e cansamos o corpo e a mente!
Em geral, as surpresas foram todas agradáveis durante a visita à capital pernambucana - melhor do que esperávamos. Andamos diariamente no calçadão de Boa Viagem. Assistimos diversas palestras e participamos de oficinas no congresso. Não nos esquecemos de fazer uma esticadinha ao Recife Antigo, no domingo à tarde, para conferir a feirinha de artesanato. Fomos a Olinda e estivemos no famoso castelo de Brennand para fechar a visitação à cidade.
Entre um trajeto e outro, observamos algumas diferenças entre Recife e Salvador que memorizei para compartilhar com você.
Transporte público:
Orla:
Metrô de verdade e com muitos quilômetros:
Populares não conseguiam entender nosso entusiasmo e observavam boquiabertos, nossos risos nervosos e quantidade de fotos que fizemos antes, durante e após o embarque. Também como entender as visões que acalentaram os soteropolitanos durante os últimos 12 anos, em que tentamos construir, sem sucesso, os nossos primeiros seis quilômetros de metrô?
Recife foi um bálsamo. Descansamos muito do cotidiano e cansamos o corpo e a mente!
Em geral, as surpresas foram todas agradáveis durante a visita à capital pernambucana - melhor do que esperávamos. Andamos diariamente no calçadão de Boa Viagem. Assistimos diversas palestras e participamos de oficinas no congresso. Não nos esquecemos de fazer uma esticadinha ao Recife Antigo, no domingo à tarde, para conferir a feirinha de artesanato. Fomos a Olinda e estivemos no famoso castelo de Brennand para fechar a visitação à cidade.
Entre um trajeto e outro, observamos algumas diferenças entre Recife e Salvador que memorizei para compartilhar com você.
Transporte público:
- O preço da passagem do ônibus é menor do que aqui em Salvador - R$ 2,00 e dia de domingo, pasmem, apenas R$ 1,00.
- Em transporte público não entram vendedores ambulantes nem pedintes.
- Raramente fomos abordados por alguém para vender alguma coisa, talvez uma ou duas vezes durante toda nossa visita.
- Os usuários dos coletivos não utilizam nenhum tipo de som.
- A frota dos coletivos é nova.
Orla:
- A praia limpíssima e agradável, fora os tubarões, infelizmente.
- Em compensação não identificamos "piranhas".
- Andamos na orla a qualquer hora e nunca, fomos abordados por vendedores ou pedintes.
- Verificamos que os moradores fazem uso de correntes de ouro e andam despreocupadamente no calçadão de Boa Viagem. Por que será?
Metrô de verdade e com muitos quilômetros:
- Não deixamos de utilizar o metrô, claro, compensando nosso sentimento de vazio.
- Valor da passagem R$ 1,50.
Populares não conseguiam entender nosso entusiasmo e observavam boquiabertos, nossos risos nervosos e quantidade de fotos que fizemos antes, durante e após o embarque. Também como entender as visões que acalentaram os soteropolitanos durante os últimos 12 anos, em que tentamos construir, sem sucesso, os nossos primeiros seis quilômetros de metrô?
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