Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Segundo o Estadão, a maior parte dos 1248 candidatos que tiveram os registros de candidatura negados, foi em virtude da Lei da Ficha Limpa. Para todos nós brasileiros, um grande alivio!
No entanto, como explicar que podemos votar em 336 candidatos a deputado e 29 ao senado, mas que esses dependem de julgamento para assumirem o mandato?
E os 15 candidatos a governador, 769 candidatos a deputado estadual e 28 candidatos a deputados distrital do Distrito Federal, aguardando parecer definitivo dos casos pendentes e julgamento de recurso?
Esse enorme número de políticos que fizeram campanha, convenceram o povo, e que com certeza receberão votos, mas que, no entanto nem o próprio TSE sabe informar o que será feito deles. Vão virar lixo eletrônico?
Imagine o sentimento de um cidadão que acreditou em um determinado político, votou nele pensando ser a melhor opção e, depois recebe a informação de que o mesmo não tem condições de ser diplomado em caso de vitória.
É simplesmente frustrante e desmotivador para o eleitor!
Se a situação atual fosse durante as eleições de prefeitos e vereadores, como será em dois anos, com certeza teríamos diversos casos de morte nos interiores brasileiros já que nesses lugares a política é movida pela “paixão”.
Resta-nos esperar que essa situação não se repita. Que não se aceitem candidatos sobre os quais exista alguma dúvida sobre sua honestidade, ética, enfim, uma conduta e um currículo em que se possa confiar o destino de nossa nação.
Precisamos moralizar a política brasileira e isso só é possível através da transparência, da moralidade e da Ética.
sábado, 2 de outubro de 2010
Apenas uma reflexão
"O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM." (Arnold Toynbee)
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Cargo político hereditário
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Este ano vamos eleger o novo presidente, ou presidenta. Dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.
Sinceramente, com o enorme número de candidatos e candidatas, com todo aquele bombardeio de promessas nas mídias, com a grande capacidade e boa vontade, além claro, da simpatia e humildade que todos demonstram, tenho muita dificuldade de decidir em quem devo votar.
Cada um de nós tem o nobre dever, digo direito, de eleger 5 políticos, dentre as centenas em “oferta”. Mas, e a escolha entre tanta “gente boa”? Como decidir corretamente dentro da enorme quantidade de candidatos? Quem é verdadeiro? Bem intencionado? Quantos eles são? Será que conheço todos?
Só de números tenho que memorizar 17, ou, como o TRE aconselha fazer uma “cola”. Admito que vou fazer a tal da “cola”, e, acredito que todos farão o mesmo, pelo menos aqueles que pretendem votar.
Mas, além dessas dúvidas tenho algumas outras que, para dirimi-las, estou em busca da ajuda dos “universitários”. São as seguintes:
• O Presidente da República, deputados e prefeitos têm mandato de 4 anos e apenas os senadores possuem a prerrogativa de mandato de 8 anos. Em minha ignorância não consigo entender o porquê. Será que alguém poderia me explicar o que justifica 8 anos de mandato de um senador?
• O senado é para mim inexplicável também em sua hereditariedade. Não consigo compreender porque existe um chamado “suplente”, que traduzo como vice-senador, não é eleito pelo povo, mas sim indicado pelo próprio senador. De vez em quando somos surpreendidos por nomes de ocupantes de cadeiras no Senado que nunca ninguém ouviu falar e, descubro que, eram familiares ou amigos, suplentes do senador fulano ou do senador beltrano, que se afastou por este ou aquele motivo. Só que estes “familiares” ficam no senado pelo resto do mandato votando e determinando o futuro de nossa nação. Será que alguém pode me explicar o que justifica a existências de tais “suplentes”?
magdakaufmann@hotmail.com
Este ano vamos eleger o novo presidente, ou presidenta. Dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.
Sinceramente, com o enorme número de candidatos e candidatas, com todo aquele bombardeio de promessas nas mídias, com a grande capacidade e boa vontade, além claro, da simpatia e humildade que todos demonstram, tenho muita dificuldade de decidir em quem devo votar.
Cada um de nós tem o nobre dever, digo direito, de eleger 5 políticos, dentre as centenas em “oferta”. Mas, e a escolha entre tanta “gente boa”? Como decidir corretamente dentro da enorme quantidade de candidatos? Quem é verdadeiro? Bem intencionado? Quantos eles são? Será que conheço todos?
Só de números tenho que memorizar 17, ou, como o TRE aconselha fazer uma “cola”. Admito que vou fazer a tal da “cola”, e, acredito que todos farão o mesmo, pelo menos aqueles que pretendem votar.
Mas, além dessas dúvidas tenho algumas outras que, para dirimi-las, estou em busca da ajuda dos “universitários”. São as seguintes:
• O Presidente da República, deputados e prefeitos têm mandato de 4 anos e apenas os senadores possuem a prerrogativa de mandato de 8 anos. Em minha ignorância não consigo entender o porquê. Será que alguém poderia me explicar o que justifica 8 anos de mandato de um senador?
• O senado é para mim inexplicável também em sua hereditariedade. Não consigo compreender porque existe um chamado “suplente”, que traduzo como vice-senador, não é eleito pelo povo, mas sim indicado pelo próprio senador. De vez em quando somos surpreendidos por nomes de ocupantes de cadeiras no Senado que nunca ninguém ouviu falar e, descubro que, eram familiares ou amigos, suplentes do senador fulano ou do senador beltrano, que se afastou por este ou aquele motivo. Só que estes “familiares” ficam no senado pelo resto do mandato votando e determinando o futuro de nossa nação. Será que alguém pode me explicar o que justifica a existências de tais “suplentes”?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Está tudo ótimo, obrigada!
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
É fantástico. Somos um país perfeito, excepcional. Vocês não acreditam? Para confirmar basta assistir o horário gratuito de publicidades das próximas eleições. Nunca avançamos tanto na área da educação. Saúde então, coisa de primeiro mundo. No quesito segurança contamos com uma polícia equipada, treinada e bem remunerada. Quantidade mais do que suficiente de policiais para atender a população.
Vocês não concordam?
Como explicar então as pesquisas? Como explicar que o governo tem tão alto índice de aprovação? Onde estão os descontentes que não aparecem nas pesquisas? Por quê?
Somos Alice no País das Maravilhas! Mas o sonho acaba e algum dia vamos acordar. Não é possível viver eternamente dormindo em “berço esplêndido”.
magdakaufmann@hotmail.com
É fantástico. Somos um país perfeito, excepcional. Vocês não acreditam? Para confirmar basta assistir o horário gratuito de publicidades das próximas eleições. Nunca avançamos tanto na área da educação. Saúde então, coisa de primeiro mundo. No quesito segurança contamos com uma polícia equipada, treinada e bem remunerada. Quantidade mais do que suficiente de policiais para atender a população.
Vocês não concordam?
Como explicar então as pesquisas? Como explicar que o governo tem tão alto índice de aprovação? Onde estão os descontentes que não aparecem nas pesquisas? Por quê?
Somos Alice no País das Maravilhas! Mas o sonho acaba e algum dia vamos acordar. Não é possível viver eternamente dormindo em “berço esplêndido”.
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sábado, 14 de agosto de 2010
Estatística não condiz com a realidade
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Comerciantes, moradores e mesmo os policiais, são unânimes em afirmar que mais de 50% dos delitos contra os visitantes do Centro Histórico não são registrados. O furto de uma corrente, geralmente com grande carga emotiva para o proprietário, uma máquina fotográfica subtraída, não justifica que a vitima, além do sofrimento da perda, passe de uma a duas horas em uma delegacia, principalmente sabendo que jamais recuperará o objeto furtado.
Além disso, existe o fato do turista estrangeiro ter dificuldade de comunicação e permanecer um curto período na cidade. Os marginais sabem que a vitima vai embora e nunca mais volta à região, deixando espaço para eles agirem sem medo. José Guimarães, morador da região afirma que o meliante retorna, às vezes, após alguns minutos ao local do furto. Ele também esclarece que, já no caso de ser morador ou comerciante da área, o ladrão corre o risco de ser reconhecido depois. Esse é o principal motivo da não ação contra os mesmos.
Através desta lógica, percebe-se que não é possível estabelecer estatisticamente o número de delitos do Centro Histórico de Salvador. Além disso, é muito fácil afirmar que são apenas “pequenos delitos”, quando não se é vitima. Mas, ninguém viaja por vezes milhares de quilômetros para ser alvo desses “pequenos delitos”. Ninguém pagou tão caro para ficar prisioneiro em um hotel. O turista quer andar na rua, vivenciar a atmosfera, o cotidiano de um povo, sua cultura.
magdakaufmann@hotmail.com
Comerciantes, moradores e mesmo os policiais, são unânimes em afirmar que mais de 50% dos delitos contra os visitantes do Centro Histórico não são registrados. O furto de uma corrente, geralmente com grande carga emotiva para o proprietário, uma máquina fotográfica subtraída, não justifica que a vitima, além do sofrimento da perda, passe de uma a duas horas em uma delegacia, principalmente sabendo que jamais recuperará o objeto furtado.
Além disso, existe o fato do turista estrangeiro ter dificuldade de comunicação e permanecer um curto período na cidade. Os marginais sabem que a vitima vai embora e nunca mais volta à região, deixando espaço para eles agirem sem medo. José Guimarães, morador da região afirma que o meliante retorna, às vezes, após alguns minutos ao local do furto. Ele também esclarece que, já no caso de ser morador ou comerciante da área, o ladrão corre o risco de ser reconhecido depois. Esse é o principal motivo da não ação contra os mesmos.
Através desta lógica, percebe-se que não é possível estabelecer estatisticamente o número de delitos do Centro Histórico de Salvador. Além disso, é muito fácil afirmar que são apenas “pequenos delitos”, quando não se é vitima. Mas, ninguém viaja por vezes milhares de quilômetros para ser alvo desses “pequenos delitos”. Ninguém pagou tão caro para ficar prisioneiro em um hotel. O turista quer andar na rua, vivenciar a atmosfera, o cotidiano de um povo, sua cultura.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Sem sede, sem rádios e sem câmaras
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
O imóvel, sede do 18ºBatalhão da Polícia Militar, situado ao lado da parte superior do Plano Inclinado Gonçalves, foi interditado por risco de desabamento, em virtude de rachaduras no prédio e nos terrenos circunvizinhos. Todo o Batalhão foi transferido para um imóvel localizado ao lado do Posto de Saúde. O local, que atualmente abriga o batalhão, não facilita o acesso e o transito das viaturas, não tem estacionamento adequado e não possui área física suficiente.
Até essa data, ainda não se iniciou a reforma do prédio que abrigava o 18ºBatalhão.
Segundo o PM André, (nome fictício), apenas duas câmaras, das 12 instaladas, estão funcionando. Essa situação já passa de dois anos. Conforme o policial, as câmaras, além de monitorarem a região e ajudar na identificação dos marginais, serviam de apoio e a imagem podia também, comprovar o delito. Os computadores necessários para o funcionamento das câmaras, também estão quebrados. Muitos equipamentos foram danificados em virtude da queda de parte do telhado do prédio do Batalhão da Polícia Militar.
Falta também equipamento de comunicação e segurança, como rádios e coletes a prova de balas. Diversos aparelhos estão quebrados - conclui o policial.
magdakaufmann@hotmail.com
O imóvel, sede do 18ºBatalhão da Polícia Militar, situado ao lado da parte superior do Plano Inclinado Gonçalves, foi interditado por risco de desabamento, em virtude de rachaduras no prédio e nos terrenos circunvizinhos. Todo o Batalhão foi transferido para um imóvel localizado ao lado do Posto de Saúde. O local, que atualmente abriga o batalhão, não facilita o acesso e o transito das viaturas, não tem estacionamento adequado e não possui área física suficiente.
Até essa data, ainda não se iniciou a reforma do prédio que abrigava o 18ºBatalhão.
Segundo o PM André, (nome fictício), apenas duas câmaras, das 12 instaladas, estão funcionando. Essa situação já passa de dois anos. Conforme o policial, as câmaras, além de monitorarem a região e ajudar na identificação dos marginais, serviam de apoio e a imagem podia também, comprovar o delito. Os computadores necessários para o funcionamento das câmaras, também estão quebrados. Muitos equipamentos foram danificados em virtude da queda de parte do telhado do prédio do Batalhão da Polícia Militar.
Falta também equipamento de comunicação e segurança, como rádios e coletes a prova de balas. Diversos aparelhos estão quebrados - conclui o policial.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Área mais bem policiada da America latina
Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Grande parte das reclamações sobre a necessidade de maior número de policiais na área esbarra na afirmação da Secretaria de Segurança Pública, de que o Pelourinho é a região mais bem policiada da America latina. A “sensação de insegurança”, como é chamada pelo poder público em seu discurso oficial, provocada pelos “pequenos roubos” e abordagem excessiva, trouxe o êxodo dos visitantes da área, sejam eles soteropolitanos ou não.
Os vendedores, pseudo guias e pedintes, entre outros, incomodam qualquer transeunte, até mesmo os habitantes de Salvador que, em virtude disto, evitam também a região sendo apontado como grande fator negativo pelos turistas, em pesquisa realizada por estudantes da Faculdade 2 de Julho.
Importunados e roubados, os visitantes se afastam provocando conseqüências geométricas negativas para o setor econômico do turismo que emprega, direta e indiretamente, milhares de pessoas, não apenas moradores do centro, mas, também, da periferia de Salvador.
O fato de o turismo ser um fator que provoca a convergência de marginais de todos os bairros de Salvador para as regiões freqüentadas por turistas, por serem alvos fáceis, é totalmente esquecido. Renner Massa, comerciante da Praça da Sé, diz que os marginais ficam pacientemente aguardando para efetuar o furto, até o momento em que um dos poucos policiais que trabalham na área se distraia ou tenha alguma necessidade fisiológica.
Já Michell Stampaert, proprietário de um café na região, lembra que todos os marginais que agem no Centro Histórico já foram apresentados à DELTUR – Delegacia de Proteção ao Turista. O comerciante diz não entender porque eles continuam agindo livremente – “São sempre os mesmos”, desabafa.
A vitima, depois de roubada, revoltada e indignada, na maioria das vezes não consegue nem mesmo explicar o que aconteceu. “Mas, em seu país, em sua cidade, todos os seus amigos e conhecidos serão devidamente informados da experiência negativa vivida na cidade”, lembra Michell.
magdakaufmann@hotmail.com
Grande parte das reclamações sobre a necessidade de maior número de policiais na área esbarra na afirmação da Secretaria de Segurança Pública, de que o Pelourinho é a região mais bem policiada da America latina. A “sensação de insegurança”, como é chamada pelo poder público em seu discurso oficial, provocada pelos “pequenos roubos” e abordagem excessiva, trouxe o êxodo dos visitantes da área, sejam eles soteropolitanos ou não.
Os vendedores, pseudo guias e pedintes, entre outros, incomodam qualquer transeunte, até mesmo os habitantes de Salvador que, em virtude disto, evitam também a região sendo apontado como grande fator negativo pelos turistas, em pesquisa realizada por estudantes da Faculdade 2 de Julho.
Importunados e roubados, os visitantes se afastam provocando conseqüências geométricas negativas para o setor econômico do turismo que emprega, direta e indiretamente, milhares de pessoas, não apenas moradores do centro, mas, também, da periferia de Salvador.
O fato de o turismo ser um fator que provoca a convergência de marginais de todos os bairros de Salvador para as regiões freqüentadas por turistas, por serem alvos fáceis, é totalmente esquecido. Renner Massa, comerciante da Praça da Sé, diz que os marginais ficam pacientemente aguardando para efetuar o furto, até o momento em que um dos poucos policiais que trabalham na área se distraia ou tenha alguma necessidade fisiológica.
Já Michell Stampaert, proprietário de um café na região, lembra que todos os marginais que agem no Centro Histórico já foram apresentados à DELTUR – Delegacia de Proteção ao Turista. O comerciante diz não entender porque eles continuam agindo livremente – “São sempre os mesmos”, desabafa.
A vitima, depois de roubada, revoltada e indignada, na maioria das vezes não consegue nem mesmo explicar o que aconteceu. “Mas, em seu país, em sua cidade, todos os seus amigos e conhecidos serão devidamente informados da experiência negativa vivida na cidade”, lembra Michell.
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