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sexta-feira, 6 de abril de 2012

PIB baiano cresceu abaixo da média nacional

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou os dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia em 2011. Conforme o informativo, a taxa de crescimento do PIB baiano durante o ano de 2011 foi de 2%, ficando assim, 0,7% abaixo da média nacional, que foi de 2,7% no mesmo período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mesma nota da SEI informa, também, que a indústria baiana teve um crescimento negativo de 2,9%. Mas, esse número negativo foi positivado, principalmente, graças às médias dos setores de agropecuária que cresceu 9,8% e o setor de serviços com 3,6%.

A estimativa do PIB da Bahia para 2012 é de alcançar uma média 3,7%.

Por Magda Kaufmann

sábado, 14 de agosto de 2010

Estatística não condiz com a realidade

Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com

Comerciantes, moradores e mesmo os policiais, são unânimes em afirmar que mais de 50% dos delitos contra os visitantes do Centro Histórico não são registrados. O furto de uma corrente, geralmente com grande carga emotiva para o proprietário, uma máquina fotográfica subtraída, não justifica que a vitima, além do sofrimento da perda, passe de uma a duas horas em uma delegacia, principalmente sabendo que jamais recuperará o objeto furtado.

Além disso, existe o fato do turista estrangeiro ter dificuldade de comunicação e permanecer um curto período na cidade. Os marginais sabem que a vitima vai embora e nunca mais volta à região, deixando espaço para eles agirem sem medo. José Guimarães, morador da região afirma que o meliante retorna, às vezes, após alguns minutos ao local do furto. Ele também esclarece que, já no caso de ser morador ou comerciante da área, o ladrão corre o risco de ser reconhecido depois. Esse é o principal motivo da não ação contra os mesmos.

Através desta lógica, percebe-se que não é possível estabelecer estatisticamente o número de delitos do Centro Histórico de Salvador. Além disso, é muito fácil afirmar que são apenas “pequenos delitos”, quando não se é vitima. Mas, ninguém viaja por vezes milhares de quilômetros para ser alvo desses “pequenos delitos”. Ninguém pagou tão caro para ficar prisioneiro em um hotel. O turista quer andar na rua, vivenciar a atmosfera, o cotidiano de um povo, sua cultura.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Área mais bem policiada da America latina

Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com

Grande parte das reclamações sobre a necessidade de maior número de policiais na área esbarra na afirmação da Secretaria de Segurança Pública, de que o Pelourinho é a região mais bem policiada da America latina. A “sensação de insegurança”, como é chamada pelo poder público em seu discurso oficial, provocada pelos “pequenos roubos” e abordagem excessiva, trouxe o êxodo dos visitantes da área, sejam eles soteropolitanos ou não.

Os vendedores, pseudo guias e pedintes, entre outros, incomodam qualquer transeunte, até mesmo os habitantes de Salvador que, em virtude disto, evitam também a região sendo apontado como grande fator negativo pelos turistas, em pesquisa realizada por estudantes da Faculdade 2 de Julho.

Importunados e roubados, os visitantes se afastam provocando conseqüências geométricas negativas para o setor econômico do turismo que emprega, direta e indiretamente, milhares de pessoas, não apenas moradores do centro, mas, também, da periferia de Salvador.

O fato de o turismo ser um fator que provoca a convergência de marginais de todos os bairros de Salvador para as regiões freqüentadas por turistas, por serem alvos fáceis, é totalmente esquecido. Renner Massa, comerciante da Praça da Sé, diz que os marginais ficam pacientemente aguardando para efetuar o furto, até o momento em que um dos poucos policiais que trabalham na área se distraia ou tenha alguma necessidade fisiológica.

Já Michell Stampaert, proprietário de um café na região, lembra que todos os marginais que agem no Centro Histórico já foram apresentados à DELTUR – Delegacia de Proteção ao Turista. O comerciante diz não entender porque eles continuam agindo livremente – “São sempre os mesmos”, desabafa.

A vitima, depois de roubada, revoltada e indignada, na maioria das vezes não consegue nem mesmo explicar o que aconteceu. “Mas, em seu país, em sua cidade, todos os seus amigos e conhecidos serão devidamente informados da experiência negativa vivida na cidade”, lembra Michell.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Segurança – a pior nota do Brasil

Texto Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com

No ano de 2009, o Brasil ficou no 45º lugar no ranking mundial de competitividade do turismo, em pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) e, em relação aos países Americanos, ficou com o 5º lugar. No total, foram analisados 133 países do mundo, em diversos itens, entre eles segurança. Neste quesito, o Brasil amargou a posição 130º, atrás de países como África do Sul e Rússia.

Vale, ainda, ressaltar que o Brasil, em quesito de recursos naturais, ficou em 2º lugar e ocupou a 14º posição no fator que se refere recursos culturais, na avaliação geral.

Esse resultado vem reafirmar o potencial brasileiro para o desenvolvimento da indústria do turismo no país, necessitando que os governos invistam, urgentemente, em segurança.

Recorde através do turismo internacional


Enquanto o país festejou uma entrada recorde de dólares através do turismo internacional, em 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Turismo, o Centro Histórico de Salvador amargou uma triste fase. Diversos estabelecimentos comerciais fecharam as portas definitivamente ou migraram para outras regiões.

A tabela abaixo mostra o crescimento dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil entre 2003 e 2008, segundo o Banco Central:



O turismo como atividade econômica, geradora de emprego e renda, merece mais cuidado dos gestores e, o Centro Histórico de Salvador é ponto de convergência dos turistas. É para lá que os visitantes se dirigem em busca dos museus, para se deliciar em um dos restaurantes, ouvir música, permanecer na atmosfera de um dos seus hotéis ou pousadas, ou simplesmente andar pelas ruas seculares.