From: Associação Brasileira Terra Verde Viva
Sent: Thursday, August 18, 2011 8:09 PM
Subject: Reunião criação FEDERAÇÃO BAIANA DAS ENTIDADES DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS
Prezados(as) Ativistas, Protetores e Protetoras:
Diante da necessidade de nos reunirmos periodicamente, pelo menos uma vez por mês, para que possamos nos integrar, discutir ideias, conhecer opiniões, nos unir para a adoção de medidas efetivas em prol da transformação dessa realidade extremamente difícil e triste dos animais na Bahia, que nos faz sofrer, experimentar dificuldades financeiras e outras restrições para socorrê-los, é que vimos convidá-los(as) a participarem da criação da FEDERAÇÃO BAIANA DAS ENTIDADES DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS
Pensamos que um Movimento Humanitário Pró-Animal fortalecido e harmonioso, consciente e decidido a mudar essa realidade, é o que devemos buscar.
Então, em toda última sexta-feira do mês, teremos um encontro: FÓRUM ANIMAL.
Venha, participe, fale, realize!
1a. Reunião do FÓRUM ANIMAL:
26 de agosto de 2011
18 horas
Shoping Salvador – Livraria Cultura
Pauta: (1) CRIAÇÃO DA FEDERAÇÃO BAIANA DAS ENTIDADES DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS DOS ANIMAIS; (2) APRESENTAÇÃO DE CALENDÁRIO DE DISCUSSÃO NOS ENCONTROS MENSAIS.
ANIMALVIVA!
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA PROTETORA DOS ANIMAIS – ABPA/BA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA TERRA VERDE VIVA
ASSOCIAÇÃO CÉLULA MÃE
CUIDAR É O BICHO
INSTITUTO ARCA DE NOÉ
UNIÃO DEFENSORA DOS ANIMAIS BICHO FELIZ
UPAS – UNIÃO DE PROTEÇÃO DOS ANIMAIS DE SALVADOR
Vamos repassar esta mensagem a todos os Ativistas que têm interesse
em melhorar a vida dos animais e lutam por
respeito à sua dignidade!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Isso não foi noticiado no 2 de Julho
Caixão ladeado por integrantes do movimento SOS Pelourinho aguardando os outros participantes que vinham da Lapinha.
Com a imagem do olho, a mesma utilizada pelos hackers, cartaz diz a governantes que "estamos de olho".
Cavalos desfilam sem ferraduras marchando durante horas sobre asfalto e pisos de pedra na cidade. Para quem não tem conhecimento sobre o assunto, o casco do animal tem locais muito sensiveis e chega a sangrar quando é desgastado em atrito com asfalto. É obrigatório o uso de ferradura para esse tipo de trajeto.
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2 de julho,
Protesto,
Rosário dos Pretos,
SOS Pelourinho
terça-feira, 28 de junho de 2011
Corpo de Bombeiros esquecido
Texto e imagens Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Além dos problemas da segurança para combater os furtos e assaltos, a falta de ações sociais, menores dependentes químicos, prostituição entre outros, temos um fato que é de grande importância – a ameaça dos incêndios e desabamentos.
Antigamente os bombeiros faziam ronda periodicamente no Centro Histórico de Salvador. Controlavam os extintores nos comércios, verificavam o tipo de atividade exercida e as instalações físicas dos imóveis, os hidrantes, as vias de acesso entre outros. Há anos nada mais tem sido feito. O batalhão do Corpo de Bombeiros da Ladeira da Praça está esquecido, desestruturado, despreparado e desmotivado.
O Corpo de Bombeiros do centro de Salvador, continua no prédio histórico, com sua estrutura física condenada. Só permanece no local graças a insistentes apelos da sociedade, boa vontade da PM e de um órgão público que providenciou uma estrutura metálica para que a construção não ruísse. É visível a falta de condições de funcionamento estampada, há anos, na sustentação provisória do imóvel.
Se esse quartel sair desta base, os outros se encontram a grande distância do Pelourinho - um na região do Iguatemi e outro na Calçada. Ambos, em caso de sinistro na região, teriam dificuldades de acesso devido ao trânsito intenso e, provavelmente, que quando chegassem o fogo já teria consumido tudo. Principalmente se lembrarmos que as construções antigas têm muita madeira em sua estrutura.
Aliás, a corporação dos bombeiros só é lembrada em caso de sinistro como, por exemplo, o incêndio em 2006 que destruiu o restaurante "Mestiços", na Rua Santa Isabel, transversal da Rua das Laranjeiras, e diversos outros mais atuais. Porém, esse incêndio retrata as condições físicas de acesso e de trabalho dos bombeiros no Pelourinho.
A ocorrência – descrição
Joel Gonzaga, proprietário do restaurante sinistrado, culpa a falta de fiscalização da SUCOM e dos bombeiros. Foi o segundo incêndio no mesmo local em menos de um ano, o que por si só já deveria ter sido um alerta para as autoridades. No segundo andar da casa existia um ponto de reciclagem que acumulava grande quantidade de material de alta combustão como plásticos, papel e outros. Além disso, os fatos relatados a seguir por Joel e outros comerciantes da região apontam a precariedade e falta de preparo na ação dos bombeiros para debelar o fogo.
No dia do incêndio, não havia bombeiros no quartel da Ladeira da Praça, que estava sendo estabilizado com estrutura metálica “provisória”. O carro que veio atender à solicitação precisou se deslocar da região do Iguatemi e só chegou ao local uma hora e vinte minutos após o alerta de incêndio.
O imóvel, uma casa de dois andares, queimou totalmente em seis horas, no dia 6 de dezembro de 2006, em virtude de acessibilidade, hidrantes sem manutenção e falta d’água. O caminhão dos bombeiros enfrentou o forte trânsito do Iguatemi ao Pelourinho. Bateu na Praça da Sé em virtude de veículos estacionados, e precisou passar com uma roda por cima da praça, conforme depoimento de Renner Massa, comerciante estabelecido no local. A Praça da Sé é a única via de acesso a veículos especiais e encontra-se constantemente repleta de carros parados em local indevido. Se um lado da via esta tomado de carros estacionados é impossível o acesso rápido de bombeiros ou Samu, por exemplo, informa Renner.
Ao chegar à Rua Santa Izabel, local do sinistro, o veiculo do Corpo de Bombeiros não conseguiu entrar por causa de uma barreira que deveria ser removível, mas que não conseguiram retirar com rapidez. Os hidrantes mal conservados, no dia desse sinistro, estavam com areia e outros objetos por baixo da tampa de proteção da rosca. Os bombeiros precisaram pedir uma ferramenta aos comerciantes para desobstruir o ponto de conexão das mangueiras. Quando começaram a apagar o fogo faltou água!
A chama tomou tamanha proporção que, de alguma forma, passou para uma das janelas na lateral da Ordem 3ª do São Francisco, informa Joel. Por sorte, esse foco no templo foi imediatamente debelado. Quem acabou apagando o incêndio foi, na realidade, a água de dois carros pipa, solicitado com urgência pelos bombeiros à Embasa.
Joel perdeu todas as suas economias e até hoje nenhum órgão público se pronunciou. A igreja a proprietária da casa não iniciou a reforma, tão pouco tem planos para tal, mesmo havendo sido notificada pelo IPHAN e IPAC.
A Rua Santa Izabel agora está interditada com piquetes fixos de concreto e as paredes externas do imóvel sinistrado continuam em pé esperando que o tempo as façam desabar como acontece com dezenas de outros prédios do Centro Histórico de Salvador.Com esse ocorrido, ficou o aviso sobre o perigo de incêndio nessa Igreja ou na vizinha - a Igreja de São Francisco. Torna-se desnecessário lembrar que, caso o fogo tivesse se alastrado e destruído um desses imóveis seria uma perda inestimável não apenas para Salvador, como também, para toda a humanidade. E a Catedral? A N.ª S.ª do Rosário dos Pretos? São Pedro? São Domingos? E as centenas de outras construções espalhadas pelo Centro Histórico de Salvador?
Infelizmente nada mudou. O poder público não fez nada para prevenir outras ocorrências e nada disso foi publicado em jornais. O ocorrido, se divulgado em sua integra, serviria de alerta documental, às autoridades e à sociedade, que ficariam cientes da problemática e risco da destruição de imóveis reconhecidos e declarados Patrimônios da Humanidade, dos quais somos responsáveis.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
ONG’s e voluntárias amenizam sofrimento de animais de rua
Texto e imagens Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Está previsto para o próximo mês de julho, mais um mutirão de castração de animais no Centro Histórico de Salvador. O último foi em fevereiro, quando veterinárias inglesas que colaboram com a ONG (organização não governamental) Animalviva, esterilizaram 16 gatas.
Ana Claudia, presidente da Animalviva, relata as diversas dificuldades e a falta de verba para operar mais animais de rua. “Tudo custa caro. São anestesias, linhas de sutura, antibióticos e vacinas anti-rábicas. Não recebemos nenhuma ajuda municipal ou estadual e dependemos exclusivamente das doações de particulares.” Ana Claudia ainda pede que se possível, essas doações sejam em forma de material e tempo disponível para ajudar na captura e alimentação dos bichos.
A protetora e colaboradora Silvia Vannucci, que também é guia de turismo, conhecendo a realidade do Pelourinho, afirma “se não fosse o trabalho de ONG’s e das voluntárias que protegem e alimentam esses animais de rua, a situação estaria bem pior. A reprodução desses cães e gatos é geométrica”, lembra Silvia e continua indignada com a falta de respeito para com os animais. “Muitas pessoas maltratam bichos e esquecem que animais sentem dor como nós – algumas acham inclusive que deveria se retirar os animais de rua, mas colocar aonde? E o que é melhor: gato ou rato?” - pergunta Silvia.
Em 7 de outubro de 2010, o Jornal A Tarde, denuncia que existiam nesta data, aproximadamente 60 mil animais nas ruas da cidade de Salvador. Esse número poderia ser bem maior, pois conforme a ONG Célula Mãe, uma única cadela pode gerar até 600 descendentes e uma gata 2.000 em apenas dois anos de existência. “Essa situação demonstra a importância de trabalhos de castração dos animais de rua visando um controle populacional” – informa Janaína presidente da ONG.
As diversas organizações não governamentais dedicadas aos animais não humanos da cidade promovem feiras de adoções para conseguir um lar adequado a diversos cães e gatos recolhidos nas ruas, inclusive filhotes. Além disso, todas elas procuram conscientizar a população sobre a posse responsável e os cuidados no trato com animais.
Mesmo assim, encontram-se diversos animais abandonados e literalmente jogados à própria sorte nas ruas da cidade. Até mesmo animais de grande porte como cavalos, vagam por alguns bairros de Salvador, somando riscos à população e ao trânsito.
Em 2004 foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta entre a Prefeitura de Salvador e a Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público, visando o estabelecimento de normas no trato do assunto em pauta. Esse TAC ainda aguarda cumprimento.
magdakaufmann@hotmail.com
Está previsto para o próximo mês de julho, mais um mutirão de castração de animais no Centro Histórico de Salvador. O último foi em fevereiro, quando veterinárias inglesas que colaboram com a ONG (organização não governamental) Animalviva, esterilizaram 16 gatas.
Ana Claudia, presidente da Animalviva, relata as diversas dificuldades e a falta de verba para operar mais animais de rua. “Tudo custa caro. São anestesias, linhas de sutura, antibióticos e vacinas anti-rábicas. Não recebemos nenhuma ajuda municipal ou estadual e dependemos exclusivamente das doações de particulares.” Ana Claudia ainda pede que se possível, essas doações sejam em forma de material e tempo disponível para ajudar na captura e alimentação dos bichos.
A protetora e colaboradora Silvia Vannucci, que também é guia de turismo, conhecendo a realidade do Pelourinho, afirma “se não fosse o trabalho de ONG’s e das voluntárias que protegem e alimentam esses animais de rua, a situação estaria bem pior. A reprodução desses cães e gatos é geométrica”, lembra Silvia e continua indignada com a falta de respeito para com os animais. “Muitas pessoas maltratam bichos e esquecem que animais sentem dor como nós – algumas acham inclusive que deveria se retirar os animais de rua, mas colocar aonde? E o que é melhor: gato ou rato?” - pergunta Silvia.
Em 7 de outubro de 2010, o Jornal A Tarde, denuncia que existiam nesta data, aproximadamente 60 mil animais nas ruas da cidade de Salvador. Esse número poderia ser bem maior, pois conforme a ONG Célula Mãe, uma única cadela pode gerar até 600 descendentes e uma gata 2.000 em apenas dois anos de existência. “Essa situação demonstra a importância de trabalhos de castração dos animais de rua visando um controle populacional” – informa Janaína presidente da ONG.
As diversas organizações não governamentais dedicadas aos animais não humanos da cidade promovem feiras de adoções para conseguir um lar adequado a diversos cães e gatos recolhidos nas ruas, inclusive filhotes. Além disso, todas elas procuram conscientizar a população sobre a posse responsável e os cuidados no trato com animais.
Mesmo assim, encontram-se diversos animais abandonados e literalmente jogados à própria sorte nas ruas da cidade. Até mesmo animais de grande porte como cavalos, vagam por alguns bairros de Salvador, somando riscos à população e ao trânsito.
Em 2004 foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta entre a Prefeitura de Salvador e a Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público, visando o estabelecimento de normas no trato do assunto em pauta. Esse TAC ainda aguarda cumprimento.
domingo, 29 de maio de 2011
Art. 23 da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Centro Histórico – sem segurança, sem social, sem turistas
Menores dependentes quimicos abandonados à própria sorte em descumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, perambulam pelas ruas do Centro Histórico.
Texto e imagens Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Nos últimos anos a degradação do centro histórico de Salvador tem sido amplamente divulgada pela mídia e amargada por aqueles que resolveram se instalar na região. Lojas fechadas e a “sensação de insegurança”, como é comumente denominada pelos representantes do governo, estampada no rosto amedrontado dos transeuntes, sejam eles turistas ou não. Os problemas começam logo na chegada com as dificuldades de acesso e estacionamento. Os motoristas são constantemente abordados por “flanelinhas”, e depois por pedintes durante os trajetos a pé.
O tráfico de drogas, dependentes químicos, menores abandonados à própria sorte pelo poder público em descumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente, além de roubos e agressões a moradores e transeuntes são alguns dos problemas que atingem o Pelourinho. Tudo aponta a falta de ação social e ausência de gestão municipal e estadual. Os investimentos públicos são insuficientes, haja vista a grande quantidade de imóveis em estado deplorável, como por exemplo, os esqueletos de prédios ao lado do Elevador Lacerda, o prédio do Corpo de Bombeiros na Ladeira da Praça que há anos encontra-se sustentado por uma estrutura metálica, a antiga sede do 18º Batalhão da Polícia Militar, condenado pela Sucon - Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo - prestes a ruir, são algumas das chagas visíveis a qualquer transeunte.
O início da restauração de uma área do Pelourinho, sem previsão de término, a tão noticiada 7ªetapa, o Mercado e feira de São Miguel, a passarela ligando a Rua das Laranjeiras à proximidade do estádio da Fonte Nova, já visando à copa de 2014, estão também, entre diversos outros projetos que necessitam urgentemente de grande aporte financeiro. Já a iniciativa privada se faz presente através de investimentos como no caso do Museu da Santa Casa da Misericórdia, Hotel Convento do Carmo, como também micros empreendedores que colocaram capitais e sonhos na região, mas que hoje, em virtude de toda essa situação, vêem o afastamento de seus clientes potenciais, conforme declarações de diversos empresários ainda no local.
Paulo Santos, que de barraqueiro chegou a ter cinco lojas no Pelourinho, desistiu de todas elas em virtude de não conseguir mais pagar as despesas com aluguel e funcionários. “Toda vez que reclamava alguma coisa eu era taxado de viúva de ACM pelo poder público, cansei disso” afirma ele. “Reclamava apenas do que via que não estava funcionando e lutava pelo melhor para toda a coletividade. Enquanto o turismo não for visto com seriedade, como um setor gerador de emprego, renda e inclusão social, o Pelourinho continuará decadente” – conclui Paulo.
No quesito segurança, os turistas que passam pelo centro histórico temem ser assaltados a qualquer hora do dia. E assalto é o que não falta, como comprovado constantemente pela presença da região nas páginas policiais das mídias soteropolitanas. O fotografo do Jornal A Tarde flagrou e publicou em 27 de março, o roubo a um turista português em plena luz do dia. Foi um escândalo. No dia seguinte o meliante foi preso e apresentado a Deltur. Mas, por falta do registro da queixa, o mesmo foi liberado no outro dia. Em 29 de abril a Tribuna da Bahia, posicionou um fotógrafo em uma rua do centro histórico e após 10 minutos fez dois flagrantes, sendo que em um dos dois casos, a vítima, o turista Claudio Novis, acabou com um ferimento no braço.
Existem também muitos acontecimentos graves, como o assassinato a facadas em plena tarde de 7 de dezembro do ano passado, na Praça da Sé, curiosamente pouco noticiado pela mídia. O fato tragicômico do turista espanhol ferido, também a facadas, durante assalto no Pelourinho, que ao ser medicado no Hospital Geral do Estado, reconheceu seu algoz sendo atendido, no mesmo hospital, sem uma mão. A polícia descobriu que a mão do meliante, havia sido decepada pelo parceiro em desavença pela divisão do produto do roubo ao espanhol. São casos como esses e dezenas de outros que vão afastando os visitantes da região sejam eles turistas ou soteropolitanos.
Delitos acontecem constantemente, conforme depoimento de um policial militar do 18º batalhão, que prefere não se identificar. “Não existe meliante aqui que ainda não tenha passagem pela delegacia, mas poucos ficam presos”, ele afirma. “Na maioria das vezes apresentamos um detido e ele sai na hora enquanto nós, (policiais), ficamos preenchendo o BO (boletim de ocorrência). Depois, o indivíduo ainda dá risada da gente”, amarga o policial. “É muito desgastante”, conclui o policial.
Ainda assim a Secretária de Turismo do Estado da Bahia comemora o número de visitantes sem perceber que o que esta acontecendo de fato é “um tiro no pé”, afirma Lenner Cunha, Presidente da Associação dos Comerciantes do Centro Histórico – ACOPELO. “Cada turista que sai daqui decepcionado com uma vivência negativa é uma péssima publicidade de nossa cidade e consequentemente, de nosso país. Nem ele, nem qualquer outra pessoa de seu relacionamento vai querer vir a Salvador” – conclui Lenner.
Corroborando com a afirmação do Presidente da ACOPELO, existe o resultado da pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), na qual, em 2009, o Brasil ficou no 45º lugar no ranking mundial de competitividade do turismo, e em relação aos países Americanos, ficou com o 5º lugar. No total, foram analisados 133 países do mundo, em diversos itens, entre eles segurança. Neste quesito, o Brasil amargou a posição 130º, atrás de países como África do Sul e Rússia. Comparando esse resultado ao obtido no Fórum Econômico Mundial deste ano, caímos da 49º posição geral para a 52º e de 5ª para 7ª colocação entre os países americanos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Reciclar é fundamental
Magda Kaufmann
magdakaufmann@hotmail.com
Alumínio, plástico, papel, papelão, isopor, são entre outros, materiais utilizados nas embalagens de diversos produtos para uso doméstico. A quantidade de lixo produzida pelas grandes cidades no mundo é proporcional ao seu poder aquisitivo.
O Brasil a partir da última década caminha a passos largos para o consumo do luxo e do supérfluo aumentando consideravelmente seu resíduo com condições recicláveis. Falta-nos no entanto, a cultura e a legislação que forcem o cidadão a reciclar seus lixos sólidos, no mínimo. Tudo é jogado em um único espaço e levado por vezes, percorrendo muitos quilômetros, a depósitos, onde, pessoas em condições subumanas remexem todo aquele volume mal-cheiroso a cata de materiais que possam vender e assim garantir a sua subsistência.
Algumas cooperativas se formaram e estão a pleno vapor reciclando de forma organizada. Infelizmente, sabemos que existe também pouca conscientização, mas, além dela, urge uma legislação forte que obrigue a todos os habitantes a reciclar.
Em sua cozinha ponha uma caixa de papelão e vá colocando todas as embalagens que vem em suas compras. Lave os objetos livrando-os do mau cheiro. Quando estiver completa, se possível, passe em um dos vários pontos de coleta perto de você e entregue o material. Outra forma seria conseguir que todos os seus vizinhos de casa ou de apartamento comunguem e se conscientizem de que não podemos continuar destruindo nosso bem maior – a natureza. Tudo vai ser cada dia mais caro e mais difícil. Não existe fonte inesgotável de matéria prima. Faça sua parte e conserve a natureza para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, hoje e amanhã.
Pesquise aqui o endereço da cooperativa de reciclagem que fica mais perto de sua casa.
magdakaufmann@hotmail.com
Alumínio, plástico, papel, papelão, isopor, são entre outros, materiais utilizados nas embalagens de diversos produtos para uso doméstico. A quantidade de lixo produzida pelas grandes cidades no mundo é proporcional ao seu poder aquisitivo.
O Brasil a partir da última década caminha a passos largos para o consumo do luxo e do supérfluo aumentando consideravelmente seu resíduo com condições recicláveis. Falta-nos no entanto, a cultura e a legislação que forcem o cidadão a reciclar seus lixos sólidos, no mínimo. Tudo é jogado em um único espaço e levado por vezes, percorrendo muitos quilômetros, a depósitos, onde, pessoas em condições subumanas remexem todo aquele volume mal-cheiroso a cata de materiais que possam vender e assim garantir a sua subsistência.
Algumas cooperativas se formaram e estão a pleno vapor reciclando de forma organizada. Infelizmente, sabemos que existe também pouca conscientização, mas, além dela, urge uma legislação forte que obrigue a todos os habitantes a reciclar.
Em sua cozinha ponha uma caixa de papelão e vá colocando todas as embalagens que vem em suas compras. Lave os objetos livrando-os do mau cheiro. Quando estiver completa, se possível, passe em um dos vários pontos de coleta perto de você e entregue o material. Outra forma seria conseguir que todos os seus vizinhos de casa ou de apartamento comunguem e se conscientizem de que não podemos continuar destruindo nosso bem maior – a natureza. Tudo vai ser cada dia mais caro e mais difícil. Não existe fonte inesgotável de matéria prima. Faça sua parte e conserve a natureza para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas, hoje e amanhã.
Pesquise aqui o endereço da cooperativa de reciclagem que fica mais perto de sua casa.
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